Dispensado pelo Remo, preparador de goleiros fala o motivo da saída: 'Catalá pediu'

Juninho Macaé afirmou que não participou das contratações dos novos goleiros e questiona diretoria sobre poderes de Catalá

Fábio Will
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O preparador de goleiros Juninho Macaé, que esteve à frente dos goleiros do Remo por quase 8 temporadas, falou com exclusividade ao O Liberal, sobre a sua demissão do clube. Juninho Macaé falou que sua saída foi um pedido do técnico Ricardo Catalá, além de relatar descontentamento com a atual diretoria, pela forma como estão gerenciando o clube. O profissional afirmou ainda que não participou das contratações de Marcelo Rangel e Léo Lang e que não foi consultado em nenhum momento sobre os atletas.

Juninho Macaé esteve à frente do Remo e exerceu um papel importante com os goleiros no clube. Macaé era uma liderança forte dentro do vestiário remista e que teve seu último capitulo no Leão Azul na tarde desta segunda-feira (26), que é considerado por ele um dos dias mais difíceis de sua carreira.

“Eu não sei explicar os motivos da minha saída. Jogamos ontem e hoje cheguei para dar o treino e me pediram para não pegar minhas roupas e que o Papellin queria conversar comigo. Fui até à sala e o Papellin, Glauber estavam lá e o executivo me disse que o treinador pediu para me demitir. Estou bastante chateado com a forma que isso ocorreu, pois não estou no Remo há um ano. São oito temporadas dando o meu melhor para exigir ao máximo dos goleiros”, disse.

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Relação estremecida

Macaé disse que sua relação com o técnico Ricardo Catalá ficou estremecida, nesta segunda passagem do comandante. Juninho Macaé explicou que não foi consultado por ninguém sobre as contratações de novos goleiros e que foi algo imposto, sem conversas ou trocas de ideias.

“Ele [Ricardo Catalá] não me falou nada sobre minha saída, ele nunca fala nada para ninguém, mas tivemos uma desavença. Ele trouxe goleiros sem falar comigo, e isso nunca funcionou assim no clube. Disse a ele que respeitava suas escolhas, mas eu tinha que ser consultado. Ele se incomodava com os meus treinos nessa temporada e questionava os motivos de eu não passar um treino diferenciado para determinados goleiros e expliquei que essa era minha profissão e que isso vinha dando certo ao longo dos anos que estive no clube”, comentou.

image Vinícius, Juninho Macaé e Thiago Rodrigues (Samara Miranda / Remo)

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Mudança de comportamento

Juninho Macaé falou da mudança de postura do técnico Ricardo Catalá nas duas passagens do comandante no clube. Macaé afirmou que na primeira vez de Catalá no Remo, as coisas eram mais tranquilas e que nessa segunda passagem, a postura foi autoritária.

“Ano passado ele estava tranquilo, mas não sei o que aconteceu, não sei se ele queria trazer um novo treinador de goleiros no início do ano. Mas nessa temporada, como não participei das contratações, achei estranho e seguiu os meses sem me dar voz, em um trabalho bem específico”, contou.

image Juninho Macaé chegou ao Remo em 2017 (Fábio Will / Ascom Remo)

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Chatedo com a diretoria

O preparador de goleiros afirmou ainda que está chateado com a diretoria do Remo. Juninho agradeceu a oportunidade de defender o Remo por longos anos, mas questiona a forma como a direção trabalha, deixando alguém que não conhece alguns fatores do clube, chegar e mandar na estrutura da agremiação.

“O Remo Vinícius sempre foi uma referência no clube, e que passou por momentos ruins, mas no final, o Catalá e quem decide tudo. Fiquei bastante chateado com a diretoria, fiquei decepcionado, tudo bem que eles estão iniciando agora uma nova gestão, mas eles pregam tanto profissionalismo e ocorre esse tipo de situação”, falou.

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Não participou da escolhas

A escolha de Marcelo Rangel e Léo Lang foi questionada por Juninho e não foi bem aceita por Catalá. De acordo com Juninho, o processo de escolha para um goleiro vai além e não era uma escolha comum, era uma escolha para substituir o ídolo de um clube.

“Perguntei os motivos das escolhas, talvez isso não tenha agradado o Catalá, pois era assim que trabalhávamos no Remo por anos. Não indiquei, não participei das contratações do Marcelo e do Léo, que são excelentes goleiros, porém, trazer um novo jogador para a posição e substituir o Vinícius, que é ídolo do clube, deveria ser a escolha, o goleiro”, comentou.

image Juninho Macaé (à dir.) foi responsável por treinar os goleiros do Remo (Ascom Remo)

Amizade com Vinícius

Perguntado se a amizade com o goleiro Vinícius e a não prorrogação do contrato com ele, foi um dos motivos de sua saída, Macaé disse não acreditar nisso e, se realmente foi por esse motivo, só resta lamentar.

“Eu sou muito amigo do Vinícius, mas sou amigo de todos os goleiros que passaram por aqui. Ele sempre correspondeu, ele foi profissional do início até o fim de seu contrato. Foi colocado de lado em um clube em que ele é ídolo. Se você ligar para qualquer goleiro, sempre fui igual com todos, tanto na parceria, quanto nas cobranças diárias nos treinos. Agora é claro, estou com o Vinícius há oito temporadas, lógico que a amizade cresce e isso é normal, mas não ao ponto de interferir em escolhas”, afirmou.

Agradecimento

Macaé fez questão de agradecer aos torcedores, ao clube e acredita que essa sua saída é um até breve. O preparador de goleiros falou do carinho que recebeu dos torcedores nesses anos e vai ficar na torcida pelo sucesso do Remo, que ganhou mais um torcedor.

“Só tenho a agradecer por todos os momentos que vivi no Remo, me sinto em casa e adotei Belém como cidade. Espero que o profissional que venha para o meu lugar seja um que brigue pelo clube, que tenha um espírito forte e vencedor. Deixo o Remo pelas portas da frente, sei do meu trabalho, do quanto me dediquei e que sempre estarei na torcida pelo Remo”, concluiu.

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