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Cemitérios de Ananindeua devem receber mais de 25 mil visitantes no Dia de Finados

Desde cedo, movimentação é intensa em necrópoles públicas e particulares da cidade, aumentando o movimento na rodovia BR-316

Emanuele Corrêa

2 de novembro, Dia de Finados. Momento de relembrar aqueles que já se foram. Diferente do ano passado, com as restrições da pandemia, este ano as pessoas podem reunir seus familiares e visitar as sepulturas dos seus entes queridos. Em Ananindeua, a previsão é que 25 mil pessoas passem pelos três cemitério públicos: Cemitério Girassol, São Francisco Xavier e aqui no cemitério São Sebastião.

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Marisa Lima, titular da Secretária de Cidadania, Assistência Social e Trabalho de Ananindeua (Semcat), observou que a limpeza e a manutenção dos cemitérios da cidade faz parte do cronograma de atividades da prefeitura. Porém, o segundo Dia de Finados da pandemia de covid-19 demandava atenção especial.

Muitos não puderam se despedir de entes queridos no ano passado, devido às restrições da pandemia. Este ano, pessoas compareceram em massa aos cemitérios em Ananindeua (Ivan Duarte / O Liberal)

"Foi feita uma intensificação dessa atividade, para deixar esses espaços mais humanizados para para receber os visitantes. Muitos não tiveram a oportunidade de velar seus entes queridos e sabíamos que teríamos muitas pessoas. Contamos com internos do programa Conquistando a Liberdade, da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, em que cada dia de trabalho reduz a pena", comentou Marisa.

José Luiz Rodrigues foi ao Cemitério São Sebastião, localizado na passagem São Sebastião, bairro Centro. O pai faleceu em 2020 e ele conta que a perda é muito recente, não foi covid-19, mas que ainda é muito sentida. "Triste. É triste. Perder principalmente pai e mãe. A gente está nesta terra para isso, temos que aceitar. Eu vim com meu sobrinho, mas meus irmãos ainda vem. Não tive nenhuma perda para a Covid e nem quero. Morte mais doida que tem. Todas as mortes são, mas essa aí, que veio pro mundo, é muito cruel", ressaltou.

"Eu me sinto responsável por cuidar da manutenção do tumulo deles", disse Lucivaldo Moreno, observando a sepultura onde está enterrado o pai, a mãe e o irmão. O último enterro foi do irmão, há 12 anos e ele conta que já fazia um tempo que não conseguia vir ao cemitério, mas que esse ano conseguiu e que outras pessoas da família já tinham passado mais cedo, pois o local estava enfeitado. "Minha mãe, meu pai e irmão estão aqui. A gente sabe que a gente sempre precisa visitar, ver se não tem algo quebrado. Antes já passou alguém da família aqui, pois tem as flores. Moro em Icoaraci e com o trabalho faz tempo que não conseguia vir, mas este ano, eu vim", declarou.

Em Ananindeua não havia apenas a movimentação nos cemitérios públicos. Muitos cemitérios particulares também tiveram intensa movimentação. No cemitério parque Recanto da Saudade, desde cedo havia pessoas indo visitar os entes queridos que já se foram, em clima de saudade . "Eu perdi meu filho em um acidente de moto, há seis anos, mas a dor nunca diminui. Mesmo com o passar dos anos", disse uma mãe que preferiu não ser identificada.

Em outra parte do parque, 30 pessoas reunidas conversavam, trocavam sorrisos e afetos. A família da Leia Maciel é numerosa e ela conta que sempre era uma festa quando estavam juntos, saudosa, relembra os momentos em vida dos nove parentes enterrados no "Açaí", que fazem parte da família Corrêa e Pimentel. "Nós estamos prestando homenagem na família Corrêa e Pimentel. Temos primos, cunhado, tios, mãe, pai. Somos uma família muito grande e sempre estávamos reunidos. E continuamos reunidos aqui na terra e lá no céu. A gente reúne e relembra muita coisa, porque eles eram muito péssimos [ela ri]. Era a coisa mais linda quando a gente se encontrava todo mundo. Pelo menos aqui é um momento de celebração, de amor e carinho, que a gente relembra todos os momentos bons que passamos juntos", relembra.

"Ano passado, tivemos perdas muito próximas e não pudemos ter essa reunião. Hoje para nós, família como você tá vendo, é uma alegria estar nos confraternizando diante dos nossos parentes que tanto amávamos... Eu perdi um amigo muito próximo neste final de semana, ele estava conversando com a esposa, caiu e morreu. Eu queria poder dar um abraço e uma palavra de conforto que a gente não tem pra dar. Então, queria dizer a ela que nada como um dia após o outro. Um dia a gente vai parar de sofrer, mas a saudade vai ficar", contou.

Ananindeua
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