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Procurando emprego? Saiba o que fazer para garantir uma vaga no mercado de trabalho

Especialista dá dicas do que fazer e evitar para ter sucesso e se inserir cedo no mercado de trabalho

Elisa Vaz

A busca pela inovação dentro das empresas tem aberto espaço para os jovens que buscam experiências profissionais no mercado de trabalho. Especialistas avaliam que o número de vagas para o público mais novo tem crescido muito nos últimos anos, independente da pandemia da covid-19.

A mestre em administração, consultora e coordenadora do curso de administração da Universidade da Amazônia (Unama) Alessandra Meirelles diz que, quando se fala em inovação, não é apenas a tecnológica, mas em várias frentes, como no atendimento, no marketing e na área de Recursos Humanos (RH), que já têm uma inserção maior de jovens.

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Essa inclusão no mercado, segundo a especialista, vai proporcionar um crescimento “fantástico” ao novo trabalhador, tanto no âmbito pessoal como no profissional, principalmente em termos de aprendizado, autoconfiança, conhecimento e responsabilidade que a pessoa passa a ter devido à demanda de tarefas.

Para ela, é uma tendência que as empresas contratem mais jovens aprendizes, embora não haja uma área ou um setor em que o profissional mais novo seja mais requisitado. Pelo contrário: eles devem ficar atentos às oportunidades oferecidas no mercado.

“Existem, obviamente, algumas leis que amparam, inclusive federais, que determinam que as empresas de médio e grande porte devem contratar um número de jovens aprendizes de, no mínimo, 5%, e de até 15% do seu quadro de funcionários. Essas funções demandam formação profissional, mas uma das exigências principais dessa lei é que ele esteja devidamente matriculado e frequentando uma instituição de ensino, que pode ser de nível médio até superior, porque varia de 16 até uma idade um pouco mais avançada”, explica.

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Para o jovem aprendiz, o setor não é importante inicialmente, mas sim a oportunidade que pode surgir e ele deve aproveitar, segundo Alessandra. “Isso eu estendo para qualquer outro estagiário ou profissional formado, mesmo na sua fase adulta: toda oportunidade que surja, mesmo que o emprego não seja exatamente o que você almeja, que fique claro que, aceitando e se inserindo no mercado de trabalho, você está se colocando em uma vitrine e que é muito mais fácil conseguir um outro emprego que faça jus ao que você almeja estando dentro do mercado”, indica. No geral, a professora aponta que boas áreas são engenharia, direito, jornalismo, tecnologias, computação e administração.

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O que buscam os empregadores?

As organizações buscam alguns atributos quando contratam pessoas mais novas. Afinal, um diploma não é mais sinônimo de um bom emprego, na avaliação da mestre em administração. Além disso, existe a questão da inteligência emocional, comportamento, postura e a atitude que esse profissional deve ter, seja ele experiente ou recém-contratado. As mais requisitadas, segundo ele, são a facilidade de trabalhar em equipe, porque nenhuma empresa consegue atingir uma meta se o time não for unido e trabalhar em conjunto; e a facilidade em se expressar, comunicar, falar em público, ter boa oratória, ser assertivo, e objetivo.

Outra característica procurada nos novos profissionais é a capacidade de negociação, persuasão e de conversa. “A pessoa também deve saber ouvir, ter uma escuta ativa para poder persuadir, ou seja, fazer o outro entender o seu ponto de vista e aceitar. Há também o próprio gerenciamento e a liderança, profundamente procurados hoje em dia. E, por último, ter um bom networking, isso faz toda a diferença. Preciso ter os meus contatos, ser uma pessoa simpática e empática. Vamos esquecer aquela figura séria, trancada, fechada, e vamos fazer um time em que todos se deem bem, com responsabilidade e respeito”, orienta.

Mesmo sem experiência, tendo essas práticas mais requisitadas é possível garantir uma estabilidade dentro da empresa onde se trabalha. Na experiência de Alessandra, que foi gestora durante décadas nas áreas de varejo e já precisou contratar muitos trabalhadores em épocas de grande movimentação, algo que faz muita diferença é ter interesse e responsabilidade. Com a dedicação correta, ela diz que os colaboradores conseguiram se manter fixos na empresa.

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“Se aquele meu jovem aprendiz demonstrar interesse genuíno, você sente. Ele fica interessado em realmente aprender e ter responsabilidade com os seus deveres, afazeres com o trabalho, datas das entregas, horário, com a postura. Então, juntar a responsabilidade com o interesse é a chave para que você garanta a sua permanência”, argumenta.

O que é mal visto pelo empregador? 

Os profissionais também devem evitar algumas atitudes que podem ser mal vistas pelo empregador. Se essa pessoa está em busca do seu primeiro emprego ou até mesmo de um emprego de jovem aprendiz, precisa ter cuidado, primeiro com a forma de se apresentar e de passar a imagem pessoal. Isso inclui a roupa, que não precisa ser nova, mas deve estar limpa, bem passada e de acordo com a área na qual o jovem está indo procurar emprego.

“Não adianta eu buscar uma vaga de secretária e ir toda desarrumada só porque eu não estou trabalhando em um setor melhor. Você tem que mirar onde quer chegar. Então, o ideal é ir com uma calça em tons mais escuros e neutros, porque cores mais sóbrias passam seriedade. Não ir com uma camiseta ou blusa de alcinha; não precisa ser manga comprida, mas que pelo menos seja uma polo ou uma camisa de manga curta de gola. Cuidado com a maneira como você faz sua maquiagem para não ir com aquele rosto oleoso, passa uma má impressão na apresentação. Você não deve ir e nem se portar de qualquer maneira. Ao falar, evite gírias, erros de concordâncias verbais e nominais, cuidado com o seu português e evite intimidades com quem você está fazendo a sua entrevista, porque ter respeito é fundamental, e isso inclui a maneira de se apresentar e de sentar”, ensina Alessandra.

Na opinião dela, ter esses cuidados e o comportamento adequado não apenas no dia da entrevista, mas durante a rotina, são práticas muito importantes. “Eu acredito que você tendo todas essas mudanças de comportamento, que é o que nós chamamos de um novo ‘mindset’, com certeza você vai estar apto a enfrentar qualquer área. Vai se desenvolver e ter um futuro brilhante”.

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Economia
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