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Golpes em redes sociais: saiba como não cair em fraudes

Especialista diz que redes sociais, como o Instagram, estão mais vulneráveis aos hackers

Camila Guimarães

Com cada vez mais frequência, as redes sociais têm sido alvo de hackers que invadem perfis e passam a aplicar golpes usando o nome das próprias vítimas. Foi o que aconteceu na última terça-feira (2) com a conta profissional de uma designer de unhas, que teve um prejuízo de pelo menos R$ 3 mil. No ano passado, 4 milhões de casos como esses aconteceram no Brasil.

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O artista visual Roberto Rodrigues Júnior, de 21 anos, foi alvo de um golpe virtual no fim do ano passado. Ele teve o perfil profissional do Instagram hackeado por criminosos que passaram a fazer ofertas falsas de produtos por preços abaixo do mercado. O mais surpreendente de tudo, diz Roberto, foi a forma como os hackers o abordaram na internet.

Eles se passaram por um perfil de um estabelecimento local, que eu já conhecia. Quando eles me seguiram, eu segui de volta. Não demorou muito, eles entraram em contato comigo dizendo que eu tinha ganhado um benefício e eles precisavam do meu número de celular para mandar um link e eu deveria mandar esse link de volta para eles. Eu fiz isso num momento de distração no dia a dia e, pouco tempo depois, meus amigos começaram a me mandar mensagem perguntando por que eu estava vendendo móveis no meu perfil”, relata.

Roberto Júnior teve a conta profissional no Instagram hackeada e precisou recomeçar o perfil zero. (Cristino Martins / O Liberal)

Roberto conta que, felizmente, muitos dos seus seguidores na conta profissional reconheceram pelas publicações que se tratava de um golpe e nenhum chegou a ter prejuízo financeiro. Parte disso se deve ao fato de que Roberto tomou providências rápidas para avisar ao maior número de pessoas possível que ele havia sido hackeado. Entretanto, amargou alguns danos.

Eu perdi os seguidores que eu tinha conquistado até aquele momento. Também tive medo de a minha imagem ficar manchada. Quando a gente fala em rede social, muita gente ainda faz pouco caso, mas, hoje em dia ela é fonte de renda. Eu demorei muito tempo para recuperar os seguidores e meu engajamento depois daquilo”, lamenta.

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Roberto conta que chegou a fazer um Boletim de Ocorrência on-line e também entrou em contato com os administradores da rede social para tentar recuperar sua conta - processo que demorou cerca de cinco meses, tempo o bastante para que o perfil perdesse a credibilidade, visto que nesse período ele não pode movimentá-la. No fim da história, Roberto diz que restou apenas a lição.

“Hoje eu tomo muito mais cuidado com links e mensagens estranhas. Eu ainda recebo esses links de vez em quando, mas eu já sei qual tipo de cuidado tomar nessas situações. Utilizo a verificação em duas etapas em todas as minhas redes sociais e cadastro todos os dispositivos de segurança disponíveis. Não acesso contas de dispositivos desconhecidos também”.

Especialista explica estratégias comuns de hackers

O especialista em novas tecnologias e inteligência digital José Fonteles explica que existem vários caminhos utilizados por hackers para invadir contas e cometer crimes digitais. Entre os mais comuns, ele destaca os links enviados por meio de mensagem SMS, Whatsapp e e-mail. Ligações também são frequentes, seja por meio de números com DDD local quanto de outros estados, nesses casos pedindo dados pessoais.

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“Quando a gente fala de internet, os links são um grande perigo. Quando a gente clica em um deles os criminosos podem instalar ferramentas e aplicativos, espelhar a tela do seu aparelho, ter acesso a senhas e trocá-las, controlar o perfil e evitar que os donos impeçam os golpes”, detalha.

Redes sociais sempre abertas são algo de hackers, afirma o especialista José Fonteles. (Camila Guimarães / Especial para O Liberal)

José orienta que o público fique atento às sazonalidades de alguns golpes. Ele conta que, em períodos de compras, como o Natal, por exemplo, golpes comuns são praticados em forma de promoções, enquanto que, em épocas de baixa econômica, golpes com propostas de emprego e salários irreais aparecem com mais frequência.

Apesar de toda fraude ser uma situação desconfortável de lidar, o especialista afirma que, em se tratando de redes sociais, a perda pode ser irreparável: “Geralmente é possível recuperar o número do telefone entrando em contato com a operadora, mas uma rede social a gente dificilmente consegue recuperar e os criminosos ainda ficam por mais tempo com aquele acesso e podem fazer várias vítimas. Além disso, o suporte das redes sociais é um atendimento mais demorado e lento”.

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Fonteles explica que as redes sociais também são mais vulneráveis aos hackers, uma vez que permanecem constantemente abertas, com login e senha salvos, aumentando as chances dos criminosos virtuais conseguirem entrar. “É diferente do aplicativo de banco, por exemplo, que não fica aberto o tempo todo e tem mais camadas de segurança, seja uma senha ou uma identificação por digital”, compara.

Como se prevenir de hackers

O especialista orienta que investir em softwares de antivírus é uma das principais formas de evitar golpes de hackers na internet. Os programas podem ser comprados e instalados tanto no computador quanto no celular. José avalia que é um investimento que vale à pena: “Hoje em dia eles são mais baratos que antes. Eles identificam os vírus maliciosos e acabam ajudando a pessoa quando ela clica em algum link, porque o programa vai alertar se aquilo é uma ameaça”, explica.

José Fonteles deixa outras dicas para aumentar a segurança de usuários na internet:

  • Suspeitar de links grandes com caracteres diferentes;
  • Checar o domínio (endereço) de sites conhecidos, não confiando apenas na aparência da página;
  • Estranhar mensagens de empresas com erros de digitação (pontuação e gramática);
  • Evitar usar senhas previsíveis, com nomes e números relacionados à vida pessoal (pessoa próximas, RG, CPF, número da casa).

Já no caso de alguém ter caído em um golpe, o especialista orienta:

  • Registrar a ocorrência em delegacia;
  • Avisar às pessoas que foi hackeado o mais rápido e publicamente possível;
  • Entrar em contato com a operadora do celular e resgatar seu número, se for o caso;
  • Entrar em contato com o suporte da rede social.

Confira os canais de denúncia:

Crimes virtuais podem ser denunciados na Delegacia Virtual e também por meio da Divisão de Combate a Crimes Cibernéticos:

Telefone: (91) 98568-6361 / (91) 98568-2386 

Email: dcep@policiacivil.pa.gov.br

Endereço: Av. Pedro Miranda, 2288, entre Perebebuí e Passagem D'Hotel - Pedreira -  Belém (PA)

Funcionamento: 8h às 18h

Pará
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