Entre prêmios, festivais e turnê anunciada, Gaby Amarantos viveu ano de virada em 2025
Artista paraense ampliou o alcance do álbum ‘Rock Doido’ com apresentações icônicas e reconhecimento em importantes premiações da música brasileira
Shows em grandes festivais, participações em eventos de alcance nacional e internacional, prêmios relevantes e o lançamento de um projeto audiovisual ambicioso fizeram de 2025 um ano de ampla visibilidade para Gaby Amarantos. Após lançar o álbum “Rock Doido”, que chegou às plataformas digitais acompanhado de um filme gravado em plano-sequência no bairro do Jurunas, em Belém — reunindo referências sonoras e estéticas da cultura da aparelhagem e da periferia amazônica —, a cantora expandiu o conceito do projeto para os palcos. Em novembro, no Global Citizen Festival: Amazônia, realizado no Estádio Olímpico do Mangueirão, a cantora paraense apresentou ao vivo a proposta do álbum, adaptando a experiência para o formato de festival, com música, efeitos visuais e pirotecnia.
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Antes disso, a artista já havia integrado a programação do “Amazônia Live – Hoje e Sempre”, ao lado de Joelma, Dona Onete e Zaynara, em um palco flutuante em formato de vitória-régia montado no Rio Guamá — o mesmo que recebeu a cantora internacional Mariah Carey —, em um evento voltado às pautas ambientais em um ano estratégico para o estado e para o país, com a Amazônia no centro das atenções por conta da COP 30. Paralelamente à circulação em grandes eventos, 2025 também foi marcado pelo reconhecimento em premiações da música brasileira: Gaby esteve entre as artistas com mais indicações ao Prêmio Multishow, com cinco categorias, venceu Brega do Ano com “Foguinho” e levou ainda o troféu de Música do Ano no Billboard Brasil, consolidando a presença do projeto por todo o país.
ANO HISTÓRICO
E não para menos, Gaby define o último ano como um marco em sua trajetória musical. Em entrevista ao Grupo Liberal, a cantora afirmou que o período representou um ciclo de plantio e expansão, que iniciou há mais de dois anos com as primeiras composições e que seguirá desdobrando-se nos próximos anos, especialmente com a turnê prevista para 2026.
Ao avaliar o ano, a artista também destacou que 2025 concentrou diferentes experiências pessoais e profissionais. Ela relatou que, além das conquistas e prêmios, enfrentou perdas familiares que marcaram emocionalmente o período. Ainda assim, disse que o reconhecimento do projeto em pouco tempo de lançamento reforçou a dimensão do trabalho. “Foi um ano de muitas nuances, mas também de muita vitória. O projeto tem poucos meses e já está sendo premiado, então é um ano que vou lembrar com muito amor”, afirmou Gaby.
NASCIMENTO
Sobre a concepção do álbum , Gaby explicou que o projeto nasceu do desejo de apresentar a cena musical da periferia em um novo formato, ampliando uma pesquisa artística que já vinha sendo feita anteriormente. De acordo com ela, o audiovisual em plano-sequência, que já conta com mais de 1 milhão de visualizações no Youtube, teve papel central nesse processo, ao permitir que o público compreendesse melhor os elementos culturais presentes na obra.
“A expectativa era mostrar para o Brasil algo novo, um Brasil que ainda precisava conhecer”, disse,
A cantora também relacionou a repercussão do projeto ao momento de maior visibilidade da região Norte em grandes eventos culturais e ambientais. Segundo ela, a circulação por festivais nacionais e participações em iniciativas de alcance internacional contribuíram para ampliar o alcance da música produzida na periferia amazônica. Para Gaby, esse movimento indica uma consolidação dessa presença no cenário musical brasileiro. “Essa evidência da nossa cultura veio para ficar. O que a gente faz já é realidade na música brasileira”, destacou.
VALORIZAÇÃO
Gaby reforçou ainda que sua trajetória sempre esteve ligada à valorização das referências culturais de onde veio. Ela explicou que o álbum reúne elementos que atravessam sua formação artística, como carimbó, guitarrada e a cultura da aparelhagem. Ao relembrar experiências que ajudaram a moldar o projeto, contou que observar a reação de pessoas de outras regiões ao conhecerem essas manifestações foi determinante. “Quando vi aquelas pessoas impactadas pelo que estavam vendo pela primeira vez, pensei: ‘É isso que eu preciso traduzir para o Brasil e para o mundo”, relatou.
A cantora paraense também ressaltou a importância de reconhecer artistas que abriram caminho para a música produzida na periferia paraense, especialmente mulheres, como Mirian Cunha e Cleide Moraes, que atuaram no brega em um cenário majoritariamente masculino.
Segundo ela, essas referências foram decisivas para sua formação e para o lugar que ocupa atualmente. “Muitas pessoas da periferia hoje conseguem se enxergar a partir da minha trajetória”, declarou.
NOVA TURNÊ
Em dezembro, Gaby Amarantos anunciou a primeira data da ‘Rock Doido Tour’, marcando para estrear no dia 6 de fevereiro de 2026, em São Paulo. A artista explicou que a proposta é levar para os palcos, em diferentes cidades, a experiência apresentada no audiovisual, adaptando o espetáculo a cada território.
A cantora acrescentou que o formato do show prevê a participação de companhias de dança e artistas das próprias comunidades, criando uma experiência específica para cada cidade. “É uma noite no Norte, uma noite de ‘rock’, de festa de aparelhagem”, afirmou, ao mencionar a receptividade do público ao projeto e o interesse crescente por diferentes formatos e desdobramentos.
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