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​Caso Yasmin: Mãe da jovem acusa dono da lancha de desmontar para vender a embarcação; defesa nega

Segundo a professora Eliene Fontes, no último dia 11, quando deveria ocorrer a terceira etapa da reconstituição do caso, equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica do Pará (PCP) teriam chegado à marina particular, que pertence à família do empresário e suspeito Lucas Magalhães, e encontrado um mecânico removendo a estrutura de som e os bancos da lancha

O Liberal

Eliene Fontes, mãe da influenciadora e estudante de Medicina Veterinária, Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, disse à reportagem de OLiberal.com, na noite desta quarta-feira (25), que a lancha onde sua filha estava antes de morrer foi desmontada para ser vendida. A embarcação, que pertence ao empresário e suspeito Lucas Magalhães, é o principal elemento no processo que investiga a morte da influencer. A defesa do empresário negou o suposto desmonte ​​e venda da lancha. A Polícia Civil informou que continua investigando o caso sob sigilo.

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Ainda de acordo com Eliene, o desmanche teria acontecido no último dia 11 de maio, data em que deveria ter acontecido a terceira etapa da reprodução simulada dos fatos. Naquele dia, segundo a mãe da jovem, equipes da Polícia Civil e Polícia Científica do Pará (PCP) teriam ido até à marina que pertence à família de Lucas, onde teriam encontrado um mecânico retirando os bancos e o som da lancha, supostamente para vendê-la.

“A reconstituição final não aconteceu dia 11, porque ele desmontou a lancha. Mais um crime para ele. Mas a polícia não pode prender, porque se prender terá somente dez dias para acabar o inquérito e a terceira fase da reconstituição já está marcada”, explicou Eliene Fontes.

“A polícia e os peritos chegaram lá e estava sem som, sem bancos e o desmontador estava lá. Foram para a delegacia prestar depoimento. Agora ele tem que remontar a lancha”, completou.

A denúncia já havia sido feita antes no perfil do Instagram “Justiça por Yas”, criado pela mãe da influenciadora, para pedir justiça ao caso. De acordo com a publicação, o mecânico e o gerente da marina, Hugo Magalhães, primo de Lucas, foram conduzidos à delegacia de Polícia Civil para prestar depoimento sobre o que seria um “descumprimento de ordem judicial” e “do local de prova”, segundo a publicação, uma vez que na noite do dia 12 de dezembro tudo, inclusive disparos de arma de fogo, teria acontecido dentro da lancha.

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Além da mãe de Yasmin, a reportagem procurou a defesa da família da influencer, Luiz Araújo, que disse que tem acompanhado os desdobramentos do caso e que a polícia tem tomado todas as providências cabíveis para a conclusão do Inquérito Policial (IPL).

O que diz a defesa

Por meio de nota, enviada nesta quarta-feira (25), a defesa de Lucas Magalhães negou que tenha ocorrido o desmanche da embarcação. “A embarcação permanece apreendida pela Polícia Civil do Estado do Pará e tendo seu legítimo proprietário como fiel depositário, devendo cuidar e zelar pelo bem que é objeto de investigação, como assim tem feito”, diz a nota.

“Frisamos as inverdades quanto à informação deste suposto desmonte e venda da lancha, a mesma continua apreendida, preservada em sua integridade, em local certo e sabido por partes das autoridades policiais”, acrescenta o comunicado.

Polícia
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