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Castanhal: Primeiro emprego também é bom para empresas

Prioridade são jovens que nunca trabalharam

Patrícia Baía

Com a carteira de trabalho sem nunca ter sido assinada, mas com muita vontade de trabalhar e principalmente de aprender. Foi assim que a Letícia Correia, de 19 anos, que tem formação técnica em mecânica de motocicleta, chegou ao seu primeiro emprego, na Kmtec, empresa especializada em assistência técnica de motores elétricos e de grupo geradores, localizada em Castanhal, no nordeste paraense.

A jovem viu um post no Instagram da empresa sobre vaga de emprego e foi até o local, mas segundo Letícia, sem grandes pretensões. “Levei o currículo e não estava achando que ia ser chamada logo de primeira’, contou Letícia.

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já são três meses de muito aprendizado e hoje Letícia exerce a função de auxiliar administrativa e é responsável pelo planejamento e controle de manutenção. “Eu me sinto muito bem. Achei que ia ser puxado, mas não está sendo. Estou numa área que estou me identificando muito e a minha formação técnica me ajudou bastante.”, explicou Letícia.

O gerente da empresa, Yuri de Sá Soares, de 25 anos, está há seis anos na Kmtec. Começou como estagiário e também nunca tinha trabalhado. O estágio acabou e foi incorporado no quadro dos colaboradores da empresa. “Tive a oportunidade de passar por todas as áreas da empresa e isso foi importante para o meu conhecimento até chegar ao cargo de encarregado geral. E hoje eu treino os jovens que aqui chegam sem saber nada”, disse.

Maxi dos Santos também se dedica ao primeiro emprego (Patrícia Baía/ O Liberal)

Treinar os jovens que entram na empresa sem quase nenhuma experiência pode não ser para muitos empresários um bom negócio, pois demanda tempo e tem custo. Porém essa foi a decisão tomada pele dono da Kmtec, que tem 80% do quadro dos colaboradores oriundos do primeiro emprego. 

“Desde a fundação, em 2003, que eu priorizo da oportunidade a quem nunca trabalhou. Eu senti na pele, quando era mais jovem, a dificuldade que é ir em busca de um trabalho e a exigência é ter experiência. Por isso que faço diferente de todo mundo”, explicou o proprietário Paulo Moura.

A experiência e a oportunidade 

Ana Jarina Silva, de 35 anos, tem uma história um pouco diferente. Ela trabalha na empresa há pouco mais de um ano, mas antes da oportunidade, ela soldadora autônoma. “Eu nunca tinha tido uma carteira assinada e aqui tive a oportunidade de ser treinada e de me desenvolver em outras áreas. Fiz cursos e hoje sou técnica em ferramentas elétricas”, contou.

Ana Jarina foi chamada para trabalhar pelo próprio dono que sempre a observava passar na frente da empresa. “Eu a via passando e carregando algumas peças. Um dia a chamei para conversar e saber mais sobre a sua história de vida. Percebi que além de soldadora ela era mãe de família que precisava de uma oportunidade. Hoje é uma das melhores técnicas que temos”, enfatizou Paulo Moura.

Outro requisito para entrar na empresa é ser morador do Santa Catarina, onde fica localizada a Kmtc, ou de bairros adjacentes.  “São bairros periféricos e muito carentes. Os jovens que moram aqui precisam de oportunidade. Eu sou desse bairro e se hoje conquistei o que tenho foi porque um dia alguém estendeu a mão para mim”, contou Paulo Moura.

 

Pará
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