Após novo terremoto na Venezuela, Belém pode voltar a sentir tremores? Entenda
Novo sismo registrado nesta quinta-feira (25) levantou dúvidas entre moradores, mas especialistas explicam por que o abalo não deve ser sentido no Pará
O registro de um novo terremoto na Venezuela, na tarde desta quinta-feira (25), voltou a levantar dúvidas entre moradores do Pará sobre a possibilidade de novos tremores serem sentidos em Belém. O abalo, de magnitude 4,0, foi registrado pela Fundação Venezuelana de Investigações Sismológicas (FUNVISIS) e ocorreu um dia após o forte terremoto que provocou reflexos em diversos estados da região Norte.
Apesar da preocupação, especialistas indicam que o novo evento não tem força suficiente para produzir efeitos perceptíveis no território paraense.
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Novo terremoto é considerado uma réplica
Segundo a FUNVISIS, o tremor ocorreu por volta das 15h14 (14h14 no horário de Brasília), na cidade de Bachaquero, no estado de Zulia, a cerca de 300 quilômetros de Yumare, região onde ocorreram os terremotos de maior magnitude registrados na quarta-feira (24).
O órgão informou que o novo sismo é uma réplica dos abalos anteriores. Réplicas são tremores secundários, normalmente de menor intensidade, que acontecem após um grande terremoto enquanto a região tectônica busca um novo equilíbrio.
Por apresentar magnitude de 4,0, o abalo é considerado leve e não possui energia suficiente para que suas ondas sísmicas sejam percebidas no Pará.
Por que Belém sentiu o terremoto de quarta-feira?
Na noite de quarta-feira (24), moradores de bairros como Pedreira, Cremação, Umarizal e Doca relataram tremores em prédios da capital paraense. A Defesa Civil confirmou que o fenômeno foi provocado pela propagação das ondas sísmicas geradas pelos terremotos registrados na Venezuela e no Peru.
Segundo o órgão, os tremores foram percebidos em Belém devido à elevada magnitude dos eventos, especialmente o terremoto de 7,5 registrado na Venezuela, que liberou grande quantidade de energia.
Embora o Brasil esteja localizado no interior da Placa Sul-Americana, distante das principais zonas de terremotos, ondas sísmicas originadas nas bordas da placa podem alcançar estados da região Norte quando os abalos apresentam grande intensidade.
Há risco de novos tremores no Pará?
De acordo com o geólogo Almicar Mendes, a possibilidade de novos episódios não pode ser descartada, mas dependerá das características dos próximos terremotos registrados na região.
"Tudo vai depender da intensidade do sismo, do epicentro e da profundidade em que eles ocorrem. Como o extremo norte e o oeste do país estão geograficamente mais próximos das bordas ativas da Placa Tectônica Sul-Americana, eventos sísmicos nessas bordas continuarão enviando ondas reflexas de baixa intensidade para essa região do Brasil", explica.
O especialista ressalta, no entanto, que réplicas de pequena magnitude, como a registrada nesta quinta-feira, dificilmente são capazes de provocar tremores perceptíveis em cidades brasileiras.
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