Almirante Barroso é interditada durante manifestação nesta segunda-feira (22/6), em Belém

O ato cobra do Governo do Estado o cumprimento de compromissos assumidos junto à comunidade após a implantação da Avenida Liberdade

O Liberal
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Uma manifestação feita por moradores da Comunidade dos Navegantes, localizada na Região Metropolitana de Belém, interditou a avenida Almirante Barroso na manhã desta segunda-feira (22/6), em frente à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra). O ato cobra do Governo do Estado o cumprimento de compromissos assumidos junto à comunidade após a implantação da Avenida Liberdade, obra que atravessou o território dos moradores e provocou impactos sociais, ambientais e econômicos que, segundo os atingidos, seguem sem solução. A via foi liberada antes do meio-dia.

De acordo com a comunidade, apenas cinco das 21 condicionantes apresentadas pelos moradores foram aceitas pelo Estado e, até o momento, nenhuma delas foi efetivamente executada. Entre as reivindicações estão a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), implantação de sistema de água encanada, construção de praça e quadra poliesportiva, asfaltamento do ramal da comunidade e construção de um porto para o escoamento da produção local, composta principalmente por açaí, cacau e outros produtos da agricultura familiar.

Os moradores também denunciam a falta de pagamento de indenizações a famílias que tiveram suas propriedades afetadas pela obra, além da ausência de assistência adequada diante dos impactos causados pela intervenção no território. Outro ponto central da mobilização é a situação do abastecimento de água.

Segundo relatos da comunidade, o poço perfurado para atender os moradores não foi concluído e permanece sem ligação elétrica, impossibilitando seu funcionamento. Os moradores afirmam ainda que a água utilizada atualmente apresenta condições inadequadas para consumo e uso doméstico, gerando preocupação com a saúde das famílias. A comunidade também reivindica a regularização fundiária das áreas afetadas, que ficaram mais vulneráveis após a abertura da via, aumentando os riscos de invasões e ameaçando a permanência das famílias em seus territórios.

Para os organizadores, a manifestação busca garantir que os direitos das famílias atingidas sejam respeitados e que as medidas de reparação prometidas sejam finalmente implementadas. O ato segue em andamento em frente à Seinfra e reúne moradores, lideranças comunitárias e representantes de movimentos sociais. 

A Redação Integrada de O Liberal solicitou um posicionamento do Governo do Pará e aguarda retorno. 

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