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Banho em excesso pode fazer mal à pele; saiba quais cuidados tomar no verão para manter a saúde

Frequência, duração e produtos usados no banho requerem atenção especial, afirma dermatologista

Camila Guimarães

O verão amazônico chegou e, com ele, o calor, que faz com que muitos paraenses tomem banho com mais frequência. Além do tradicional banho de chuveiro ou de cuia, a época também aumenta a frequência de banhos de rio, de mar e de piscina. Mundialmente, o Brasil já é um dos países em que as pessoas mais tomam banhos no mundo, com uma média de 8,5 banhos por semana - dois a mais que os norte-americanos, por exemplo, segundo pesquisa de multinacional do setor de limpeza e cuidados pessoais. Tantos banhos acabam oferecendo risco à saúde da pele, conforme apontam dermatologistas.

A dermatologista Giselle Parente, especialista em pele pelo Hospital Paulista Darcy Vargas, explica que a pele é um órgão de proteção do corpo, que atua como uma barreira contra a ação de agentes externos. Para manter sua integridade, a pele produz gorduras, como óleos e lipídios, para preservar a lubrificação e a resistência do tecido.

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“É preciso explicar que essa produção de gordura varia de pessoa para pessoa, então cada um tem uma resistência diferente ao clima, aos detergentes e ao uso de produtos. Idade, comorbidades e atividades que exercem diariamente também influenciam na característica de cada pele”.

Giselle afirma que, de modo geral, um banho por dia seria a regra básica para uma higienização adequada do corpo, mas, na prática, a quantidade de banhos vai depender de muitos fatores, além da característica individual de resistência de cada pele, como a prática de atividades físicas, o contato direto com ambientes públicos, sujeira, poeira, exposição direta ao sol, entre outros.

“No caso de crianças que brincam, correm e se sujam mais, mais banhos acabam sendo necessários, mas o cuidado deve ser com o uso dos produtos. Se uma criança tomar quatro banhos por dia, poderia fazer uso de produtos de limpeza em dois deles e, nos outros dois, fazer um banho mais rápido, só para tirar o suor, usando o sabonete apenas em pés, mãos, região genital e não no corpo todo”, exemplifica.

Segundo a dermatologista, o principal risco de agressão à pele pela tomada de muitos banhos está no uso repetitivo de produtos de higiene, pois são eles os responsáveis por retirar as substâncias e também as bactérias boas que ajudam na saúde da pele:

"Quanto mais banhos você tomar ou mais seca for a pele, mais suaves precisam ser os produtos que você usa. E, quando for usá-los, dê preferência por aplicá-los em lugares com mais sudorese e liberação de gordura. Nas áreas extensoras do corpo, como a perna, o braço e a barriga, a necessidade de detergentes é muito menor”.

 

Como manter a hidratação da pele em tempo de praia e piscina?

Banhos de rio, praia e piscina não precisam ser cortados da diversão para que a saúde da pele seja preservada. A dermatologista explica que é possível aproveitar essas atividades típicas do verão tomando os seguintes cuidados, a começar pelo próprio banho: “Sim, pode aproveitar a praia e a piscina, mas sempre, ao final, o ideal é tomar um banho com o produto de limpeza e caprichar na hidratação”, orienta.

Giselle conta que os cuidados devem começar pela escolha do sabonete, entre a imensa diversidade disponível no mercado. “Existem os sabonetes que têm características hidratantes, que já são mais suaves que os tradicionais. Existem óleos de banho que têm a função de limpeza e ajudam na hidratação da pele”.

Diferentemente do senso comum, Giselle orienta que pessoas com pele extremamente seca evitem sabonetes glicerinados: “Eles são tidos popularmente como menos agressivos, mas ainda podem ter ação detergente intensa. Seria melhor o sabonete suave, infantil e cremoso do que o glicerinado puro”.

E, após o banho, a dermatologista indica o uso de hidratantes e óleos para recuperar e preservar a hidratação da pele, sem confundir com os desodorantes corporais, que têm mais corantes e perfumes e menor ação hidratante de fato: “Existem produtos mais densos que ajudam na reconstrução da barreira da pele, e também aqueles mais fluidos que são facilmente absorvidos pela estrutura superficial da pele e que não deixam a sensação de pele gordurosa. Quanto aos óleos, eles funcionam como um filme: não repõe os nutrientes, mas faz um escudo que impede a perda de líquido numa pele já hidratada”, orienta.

Palavras-chave

Pará
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