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EXCLUSIVO: Dioguinho fala de carreira, festas, punições no Remo e torcida: 'Me chamaram de drogado'

Jogador conversou com a equipe de OLiberal e relatou algumas situações que, para ele, tiveram repercussões fora do normal

Fabio Will / O Liberal

Após ser multado e afastado do grupo, o jogador Dioguinho, do Remo, decidiu falar sobre a situação. O atleta de 25 anos conversou com a equipe de OLiberal e relatou que errou em ter saído para festas em meio à pandemia, mas que, em sua visão, o último episódio foi avaliado de maneira exagerada, afirmando que estava em seu momento de folga e longe de aglomerações.

Ouça a entrevista na íntegra:

Dioguinho relatou que levou um gancho da diretoria do Remo, foi multado em 40% do salário e que recebeu a ordem de treinar com os garotos das categorias de base, porém afirma que decidiu não acatar essa decisão da diretoria, já que não é da base do clube. O jogador reclamou da forma como está sendo tratado por alguns torcedores, que dizem que usam termos como “drogado” e “cachaceiro” em mensagens encaminhadas nas redes sociais.

“Eu fui só afastado, me mandaram treinar com a base, mas eu não vou treinar com a base, não sou da base do Remo, mas respeito a opinião da diretoria. Muitas pessoas acham que eu sou um drogado, um cachaceiro, mas não sou. Gosto do presidente, mas acho que a torcida e a imprensa botam muita pressão onde não existe”, avalia.

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Dioguinho está na casa dos pais na cidade de Santa Izabel (PA),Região Metropolitana de Belém, disse estar tranquilo quanto a seu futuro e comentou que errou em ter ido para festas em Belém.

“Se quiserem me mandar embora, pra Série D, até pra qualquer empresa, eu vou de boa. Estou na casa da minha mãe, acho que na foto que postei com os meus primos, em nenhum momento teve alguma coisa, aglomeração, fiz ela [foto] na sexta e postei no sábado, mas isso vai da cabeça de cada um, irmão. Pessoas me chamam de viciado, drogado, eu não rebato ou desrespeito ninguém. Jamais vou mandar alguém para banda que for, mas só eu Deus sabem quem eu sou ou o que faço ou deixo de fazer. Eu errei em algumas vezes em ter ido para festas, concordo com isso, mas não concordo pessoas indo no meu privado me chamando de coisas que não sou”, falou.

O Remo

Dioguinho afirma que ama o Remo, da importância do clube na sua vida e que nunca faltou treino nesse período em que defende o clube.

“Nunca fiz questão de jogar na Série A, Série B, Série C. Eu amo jogar no Remo, sempre amei, gosto e dou minha vida pelo clube, sei que não sou o melhor jogador, mas eu me entreguei dentro de campo, nunca faltei treino, [nunca] cheguei bebido e quem trabalha comigo no Remo sabe disso”, reforça.

Erros

“Eu tenho contrato com o Remo até 2022, o que eles decidirem eu vou assinar. Se quiserem me emprestar, se quiserem continuar comigo vou ficar feliz em ajudar. Mas se eles me emprestarem não terá problema, vai ser uma oportunidade conhecer outra cultura, parar um pouco para pensar, morar só, refletir que as coisas não eram como eu achava. Mas minha vontade não é de sair, tenho que trabalhar a cabeça, dar uma parada e pensar. Ninguém vai entender, é algo novo e muitos vão achar que eu sou um moleque e vagabundo, mas aqui tem um coração bom”.

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Possível saída

“Não pela porta da frente, jamais fiz algo para desrespeitar o Remo. Algumas horas que tive de lazer, quis inventar algo, por ser tudo novo para mim. Estava em uma realidade e passei para outra. Às vezes quando alguém vem me criticar, sem xingar, vou lá no whatsaap, respondo a pessoa, digo que errei, não tiro a razão. Estou me prejudicando, mas fico triste quando me chamam de vagabundo, filho da p***, pois nem tudo é o que parece ser. Não sou vagabundo, viciado, drogado, sou um cara que viveu e pegou um momento e não soube aproveitar, mas foi bom pra mim, sinceramente vou aprender com isso. É tudo novo, é uma coisa nova que foi difícil de ficar em um apartamento à noite trancado, se cuidando, onde antes eu tinha a maior liberdade em Santa Izabel, sair para um igarapé, praça, tomar um sorvete e agora não posso fazer mais isso. Se eu for na praça e tomar um sorvete, vão dizer que estou bebendo, se eu postar alguma foto com um primo meu vão dizer que estou bebendo. Tudo é motivo de bebida”, critica.

Diretoria

“Eu não tenho mágoa com a diretoria, eles são sensacionais. Se fosse para jogar no Remo de graça, eu jogaria. Hoje a torcida pode dizer que não me quer nem de graça, mas se fosse pra jogar de graça, eu jogaria, pelo fato de respeitar o Fábio, Thiago (executivo), Dirson (diretor de futebol), pessoas que trabalham sério, são dedicados ao clube. Muitos falam mal, que eles são vagabundo e eu fico triste com isso, quer me julgar e falar pelas minhas atitudes? Beleza, mas desses caras não, são pessoas sérias”.

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Base

“Eu não desrespeito a opinião deles (diretoria), mas não vou treinar com a base, não. Se quiserem me colocar separado, de boa, gosto dos meninos da base, sempre falo com eles, ajudo da melhor forma, mas treinar 14h30, no Outeiro, não dá pra mim”.

Na torcida sempre

“As pessoas falam até o que não aconteceu. Feliz demais pelo Gorne ter marcado gol e o Remo ter ganhado ontem [domingo, 1], pois julgam sem saber. O cara trabalha demais, treina demais. Fez o gol é o melhor, depois é o pior. Tem que ter mais respeito com os jogadores, mas não falo por mim, pois eu errei e não omito. Realmente é só a família mesmo para estar dando força e não ligar para as críticas”

Ida a Algodoal

“Fui em Algodoal na sexta, é tudo novo, sem maldade em querer prejudicar o clube, na própria sexta eu voltei. Eu sou muito tranquilo, não vejo maldade em ninguém. Se quiser falar, me julgar, só Deus vai dizer o destino se foi bom ou ruim. Nós, que viemos de baixo, não ligamos para isso, cada um sabe o sofrimento que teve para chegar aonde está”

Os pais

“As pessoas julgam os meus pais, que não souberam educar. Eles souberam educar muito bem, só que chega um ponto em que eu não sou mais criança. Tenho 25 anos é a escolha da gente, é algo que proporcionam o que eu nunca vivi. Algumas vezes eu caí em tentação. Prejudicou a minha família, querendo ou não”.

Apoio dentro do clube

“Para falar a verdade, teve um psicólogo no Remo que veio falar comigo duas vezes, o cara é muito bacana, fala e explica bem, mas às vezes é momento, é igual ir à igreja. Você recebe a palavra de Deus, aí você sai da igreja e tem cada tentação e você acaba se atrapalhando, a tentação te ilude e te atrapalha”.

Remo
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