Gaby Amarantos estreia ‘Rock Doido’ com filme no YouTube e disco disponível nas plataformas digitais
Projeto reúne artistas, dançarinos, influenciadores e moradores de Jurunas e Condor em experiência audiovisual inédita

A cantora Gaby Amarantos reuniu artistas e convidados na noite desta quinta-feira (28), no Auditório Eneida de Moraes, no Palacete Faciola, em Belém, para o lançamento do projeto audiovisual “Rock Doido: O Filme”. Gravado em plano sequência na periferia da capital paraense, utilizando apenas celular, o filme retrata ao vivo a força cultural da Amazônia, com a mistura de ritmos do tecnobrega e das tradicionais aparelhagens de som. O curta-metragem chega ao YouTube às 23h45 do mesmo dia. Já o álbum “Rock Doido”, com 22 faixas inéditas e parcerias de artistas locais e uma participação nacional, com sertaneja Lauana Prado, foi disponibilizado nas plataformas digitais nas primeiras horas de sexta-feira (29).
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Durante o evento, Gaby explicou que a ideia do projeto surgiu ainda em 2012, após o lançamento do seu primeiro disco, “Treme”. “A gente vem há quase 13 anos mostrando para o Brasil o que era o movimento do tecnobrega e do tecnomelody feito na periferia. O ‘Rock Doido’ é a consolidação disso tudo”, afirmou.
A cantora contou que a inspiração veio após uma festa de aparelhagem na Florentina, casa de shows localizada no bairro do Jurunas, em Belém. “Eu trouxe pessoas de São Paulo, do Rio e de Belo Horizonte para essa festa. No momento do auge, quando o fogo e a pirotecnia tomaram conta, todos ficaram impactados. Foi ali que entendi que esse seria meu próximo trabalho”, relatou.
Segundo Gaby, o objetivo do seu novo trabalho é ‘mostrar para o mundo o que é estar em uma festa de aparelhagem’ e, ao mesmo tempo, valorizar as raízes do movimento.
No filme, a artista retoma a personagem Xirley, criada em seu primeiro videoclipe. A trama mostra a personagem saindo de casa para viver uma jornada pelo universo das famosas festas típica do subúrbio de Belém. “Ela encontra três amigas e juntas decidem viver essa odisseia nessa ópera tecnobrega. No caminho, surgem personagens que se encaixam nessa narrativa”, explicou Gaby sobre o contexto do clipe atual.
Entre os destaques, estão o dançarino Leandro, interpretando Shake, um dos amantes de Xirley; Patrick Peixoto, que vive um policial; Félix Robatto, como a entidade Zé Goteira; além de participações de nomes da cena cultural paraense, como Leona, Amandinha do Hot, a influenciadora Pamela Caroline Barbosa, a miss Isabella Pamplona e a cantora Scarlety Queen.
Convidados e participações especiais
O projeto reúne mais de 250 pessoas, entre artistas, companhias de dança, músicos e moradores das comunidades de Jurunas e Condor. O lendário Rubi, uma das principais aparelhagens do Pará, também foi integrado ao cenário com a participação do DJ Gigio Boy.
Entre as participações musicais, Viviane Batidão interpreta a faixa “Te Amo Fud*d*”; Lauana Prado aparece em clima intimista com “Não Vou Chorar”; a Gang do Eletro apresenta “Tumbalatum”; e MC Dourado dá voz à explosiva “Cerveja Voadora”.
“Foi um encontro muito especial. Nunca tínhamos gravado oficialmente com a Gaby como Gang do Eletro, e ela sempre foi nossa madrinha. Este projeto marca um momento muito importante para o nosso estado”, disse Keila Gentil, integrante do grupo.
Mobile
A direção do filme ficou a cargo de Naré e Guilherme Takshy, do Altar Sonoro, que destacaram os desafios de gravar em plano sequência, sem cortes, em plena periferia. “Tínhamos apenas uma chance de fazer tudo dar certo. Foi um trabalho dinâmico, com várias cenas acontecendo ao mesmo tempo. Ver tudo pronto foi emocionante”, contou Naré.
Guilherme ressaltou o caráter experimental da obra. “Incluímos elementos que vão de referências árabes até inspirações de Bollywood. Colocamos desde motoqueiro com cabeça de cavalo até piscinas no meio da cena. Tudo isso dentro do universo da aparelhagem”, disse.
Com estética inspirada nos sets das aparelhagens de som, o álbum e o filme foram concebidos como experiências contínuas, sem interrupções. “É um apanhado de tudo o que somos. Um projeto que nasceu, cresceu e foi realizado na periferia de Belém, mostrando a potência da Amazônia para o Brasil e para o mundo”, resumiu Gaby Amarantos.
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