Fida chega à 29ª edição com apresentações e trocas de saberes do mundo da dança

A professora Clara Pinto é a criadora e coordenadora do projeto que nasceu em 1994

O Liberal
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Os movimentos precisos e aparentemente leves de profissionais da dança não revelam, ao primeiro olhar, o tempo de preparação e acúmulo de saberes por trás das performances que formam os espetáculos. O Festival Internacional de Dança da Amazônia (Fida), que completa neste ano 29 edições, em Belém, segue ofertando a seus participantes, de todo o Brasil e do mundo, mostras, aulas e intercâmbios entre o público e artistas que vivem da dança.

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Com apresentações no Theatro da Paz, no Teatro Estação Gasômetro e no Boulevard Shopping Belém, o Fida 2022 promete ser o “Fida dos reencontros”, como define a coordenadora e fundadora do festival, a professora Clara Pinto. Embora em 2021 tenha sido realizada uma edição com apresentações com a presença física de público, ainda não era possível dizer que o Fida estava de volta como costumava ocorrer.

“Agora, assim como falamos do Círio, este ano teremos o Fida do reencontro, estamos muito felizes de poder receber as pessoas. Além do Pará, de pessoas da capital e do interior, que sempre estão presentes, teremos pessoas de até 12 estados. Estimamos que, ao todo, participarão de 600 a 900 pessoas”, declara a organizadora.

Para além de um festival de apresentações, o Fida optou por ser desde o primeiro ano, em 1994, um espaço de aprendizado mútuo, entre os artistas de fora, os artistas locais e o público que vai prestigiar os espetáculos. Clara Pinto destaca, da programação deste ano, a vinda do grupo Cia Ballet Dalal Achcar, do Rio de Janeiro. “É um grupo formado por profissionais do mais alto nível e ainda teremos a presença do coreógrafo belga, Eric Frederic. Eu costumo dizer que nunca acontece um Fida igual ao outro. O Fida é sempre diferente porque as companhias sempre trazem novos espetáculos, com novas ideias. Nosso desafio é atrair o público para vir aos espaços e assistir o que elas trouxeram para mostrar”, destaca a diretora.

Valores da Terra

Como forma de incentivar a profissionalização de novos talentos da dança na Amazônia, o Fida realiza mais uma vez o Prêmio Valores da Terra. A premiação, que faz parte do festival desde o início, premia os dançarinos e dançarinas que se destacaram com suas coreografias. Clara Pinto defende que é preciso “valorizar nossos talentos”. Esse ano, farão parte do júri especializado em dança, Flávia Burlini, Elisabeti Espinelli, André Malosá, Elza Batalha, Gisela Vaz, Mariza Estrella, Maurette Brandt, Myriam Marques e Paula Kalif.

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Como dançarinos convidados, participam desta edição Cícero Gomes, primeiro bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e Manuela Roçado, bailarina do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Como professores, participarão André Malosá, Tatianna Estrella, Flávia Burlini, Elisabete Spinelli e Rolon Ho, professor do programa de TV Dança dos Famosos, que disputou a competição com a apresentadora Jojo Todynho.

Cronograma

O Fida inicia com o credenciamento dos participantes nesta terça-feira, 18, e segue com a abertura da mostra competitiva, na quarta-feira, 19, no Theatro da Paz. Na quinta (20) e na sexta-feira (21), a mostra ocorre no Teatro Estação Gasômetro. Já as oficinas ocorrem do dia 20 ao dia 23, no Theatro da Paz e na Escola de Dança Claro Pinto, na travessa Dr. Moraes.

Além de um espaço de qualificação, a coordenação do evento demarca que o Fida é um projeto gerador de empregos, pois reúne diversos profissionais de várias categorias que trabalham no decorrer do evento. Durante a programação, são movimentadas áreas como coordenação de eventos, direção de coreografia, consultorias, contabilidade, supervisão de oficinas, secretarias, recepcionistas/auxiliares, motoristas, professores de dança, bailarinos, camareiras de teatro, técnicos de palco e sonoplastas.

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