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Série documental ‘Amazônia Ancestral’, com seis episódios, estreia em plataforma

No dia 30, no Canal Curta, a obra chega com aprendizado, vivência e imersão profunda nos saberes tradicionais das diversas amazônias

O Liberal
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A nova série documental de “Amazônia Ancestral”, estreia nesta sexta-feira (30), no Canal Curta, às 20h. Apresentando uma viagem sensível, profunda e visualmente impactante pelos saberes ancestrais que sustentam a vida na Amazônia, a obra foi idealizada e dirigida pela cineasta Zienhe Castro, a produção conta com financiamento da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e Fundo Setor do Audiovisual do Governo do Brasil.

“A Amazônia Ancestral parte de saberes localizados, mas que dizem muito sobre quem somos enquanto povo. A série propõe uma cartografia dos conhecimentos mantidos por guardiões e guardiãs da Amazônia, conectando ancestralidade, identidade e cotidiano. Além do episódio sobre esse Marajó Ancestral, temos o segundo, por exemplo, que trata sobre a 'Amazônia Mulher', onde essa narrativa se volta para a força, a sabedoria e a resistência das mulheres que moldam e preservam a cultura e a relação com o território. A proposta da série não é apenas fazer esse conhecimento circular, mas permitir que nós, amazônidas, nos reconheçamos nele e nos apropriemos desses saberes como parte viva do nosso dia a dia, que está presente seja no tacacá servido na cuia, no banho de cheiro, nos chás, na cerâmica, na rede ou na culinária tradicional. Reconhecer e ouvir essa ancestralidade, muitas vezes invisibilizada, é também uma forma de preservá-la e fortalecê-la para o futuro", explica a cineasta Zienhe Castro.

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A obra conta com seis episódios e percorre diferentes territórios amazônicos para revelar práticas como a cerâmica tradicional, o uso de plantas medicinais e gastronômicas, o grafismo indígena, os rituais, os modos de cultivo, as existências e resistências indígenas e negras na Amazônia e diversas outras práticas culturais que atravessam gerações e mantêm viva a relação entre os povos da floresta e a natureza.

A primeira temporada inicia no Arquipélago do Marajó, berço de uma das mais sofisticadas civilizações pré-cabralianas da Amazônia. Os dois primeiros episódios mostram, por exemplo, como a cerâmica e os grafismos marajoaras atuam como uma ponte viva entre passado e futuro. A série aborda ainda o carimbó, os sincretismos religiosos, a gastronomia tradicional e a visão amazônica de harmonia com a natureza.

“Nossa proposta é ir além do registro histórico, mas buscar entender mais como esses conhecimentos se atualizam no mundo contemporâneo e seu papel fundamental na construção de futuros possíveis para a Amazônia e para o planeta”, explica Ziene Castro.
A cineasta explica que o projeto da série “Amazônia Ancestral” nasceu a partir de uma pesquisa desenvolvida ao longo de 15 anos e que resultou no curta-metragem “Ervas e Saberes da Floresta”, lançado em 2012. Agora, em formato seriado, a obra amplia o debate sobre ancestralidade, identidade, preservação cultural e sustentabilidade.

Além do Marajó, a série também apresenta uma cartografia de práticas tradicionais na região do Tapajós, no Pará, do Amapá e Roraima, finalizando no Acre. “Amazônia Ancestral é, acima de tudo, um convite à escuta, ao reconhecimento e à valorização dos saberes que mantêm a floresta em pé um testemunho potente de que o futuro da Amazônia passa, necessariamente, pelo respeito às suas raízes. Espero que todos que assistirem à série possam, de alguma forma, se sentir impactados por essa narrativa e entender a importância da valorização e preservação dessas práticas”, explica a Ziene.

 

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