Protagonizado pela paraense Alane Dias, filme ‘Verão da Lata’ ganha data de estreia nos cinemas
Mistura de ficção e fatos históricos, produção acompanha a saga de irmãos caiçaras que encontram o misterioso carregamento que marcou os anos 80.
No próximo dia 29 de outubro, estreia nos cinemas Verão da Lata, longa-metragem protagonizado pela paraense Alane Dias. Gravada em 2025, a trama é inspirada no famoso e misterioso caso das latas de maconha que surgiram nas praias brasileiras em 1987.
No longa, Marina (Alane Dias) e Chico (Igor Jansen) vivem dois irmãos caiçaras que, ao descobrirem o misterioso carregamento antes de todo mundo, vão parar direto no olho do furacão. Enquanto tentam se livrar dessa enrascada, a trama ganha o reforço dos policiais federais Brasa (Babu Santana) e Sandra (Samantha Schmütz). Com personalidades completamente opostas, os agentes precisam se unir para conter a verdadeira "corrida ao ouro verde" que toma conta das praias brasileiras, enfrentando desde jovens oportunistas e policiais corruptos até traficantes internacionais.
Dirigido por Santiago Dellape, o longa traz ainda no elenco Rafael Saraiva na pele de Michael, o cozinheiro australiano do navio de onde partiu a carga, além de, Humberto Martins, Leandro Firmino e outros artistas.
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O Verão da Lata é produzido pela Na Paralela Filmes, Gancho de Nuvem e Nada Consta, em coprodução com a Warner Bros. Discovery e H2O Produções, com distribuição assinada pela H2O Films.
O roteiro resgata o icônico episódio real de setembro de 1987, quando a tripulação do navio Solana Star, que transportava 22 toneladas de maconha compactadas em mais de 14 mil latas, despejou a carga no mar após ser interceptada por uma operação conjunta da Polícia Federal e da Marinha perto de Angra dos Reis. Levadas pelas correntes marinhas até as praias do Sudeste, as latas deram origem ao fenômeno que marcou o imaginário nacional. A erva, de procedência tailandesa e apelidada de "veneno", espalhou-se pela costa e rapidamente ganhou fama pela potência. Ocorrido poucos anos após o fim da ditadura militar, o caso virou símbolo de irreverência e liberdade, ditando tendências na cultura pop da época: inspirou desde marchinhas de Carnaval e versos do poeta Chacal até o clássico hit "Veneno da Lata", de Fernanda Abreu, consolidando o espírito do final dos anos 1980.
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