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Benemérito do Paysandu preserva acervo de quase três décadas do Rainha das Rainhas

Osmar Belarmino Marques iniciou trajetória no concurso em 1997 e esteve à frente da mobilização que levou mais de 100 mesas ao Hangar em 2026

Amanda Martins
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Mais uma edição do Rainha das Rainhas chegou ao fim, reafirmando a tradição que atravessa gerações no Carnaval paraense. O concurso, que completou 78 anos em 2026, permanece vivo na memória de quem ajudou a construir sua história ao longo das décadas. Entre eles, está Osmar Belarmino Marques.

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Aos 89 anos, o grande benemérito do Paysandu Sport Club e diretor social reúne décadas de participação no certame. Ele começou no concurso em 1997 e, desde então, acumulou 29 crachás de acesso, guardados como registros de uma trajetória ligada à história do evento e à presença dos clubes na disputa.

Osmar afirma que a participação no Rainha das Rainhas ocorreu de forma natural, a partir do envolvimento com as atividades institucionais no clube, onde possui uma história de 56 anos de dedicação ao Paysandu.

Benemérito do Paysandu preserva acervo de quase três décadas do Rainha das Rainhas

Segundo ele, sua atuação ganhou novo rumo ao compreender o papel previsto no estatuto. “O estatuto do clube diz que o Paysandu Sport Club tem várias funções, e tem função social lá. Então, eu abracei essa causa”, afirmou.

Ele já foi diretor de voleibol e diretor administrativo, mas decidiu concentrar esforços na área social. “Eu larguei tudo isso para me dedicar ao social, porque eu achei que o Paysandu não é um time de futebol, ele é um clube", acrescentou.

Dedicação

Além do Paysandu, onde soma 21 credenciais no Rainha das Rainhas, Osmar também representou outras instituições ao longo dos anos: Associação dos Servidores do Tribunal de Contas e do Ministério Público de Contas do Pará (ASTECEMP), com quatro participações; Pará Clube, com duas; Clube dos Suboficiais e Sargentos da Aeronáutica do Campinho (CSSA), com uma; e Cabana Clube de Barcarena, também com uma. Ele foi responsável, inclusive, por articular a participação de clubes que disputaram o concurso pela primeira vez.

“Eu trouxe o Cabana Clube para representar Barcarena no Rainha das Rainhas. Mas aí a diretoria mudou, eles não se interessaram em continuar”, relembrou. 

Integração entre clubes

Sobre a importância do concurso, Osmar destaca o caráter de integração entre as agremiações. “O Rainha das Rainhas tem uma integração social, a gente faz muitas amizades, os clubes se entrelaçam. Mesmo que tenha divergência, porque cada um luta pelo seu clube, cria-se uma amizade muito grande. Isso é muito importante", afirmou.

Para ele, o papel do Grupo Liberal é central na continuidade do evento. “O Grupo Liberal é responsável por esse trabalho. O Rainhas tem que prosseguir, porque a sociedade não pode viver sem o concurso", disse.

Primeira RR

Entre as memórias marcantes está a conquista do primeiro título de Rainha das Rainhas do Paysandu, em 2017, com Clícia Pinheiro e a fantasia “O Magnífico Big Ben”, inspirada no Palácio de Westminster. A apresentação surpreendeu o público quando a candidata se transformou nos ponteiros do relógio, ficando de cabeça para baixo no palco.

“Nós tínhamos 90% de certeza que ia ganhar. Ela fez os ponteiros perfeitos, foi aplaudida, um barulho ensurdecedor. O presidente estava viajando, então fui eu que recebi o troféu do Grupo Liberal”, relembrou.

Posteriormente, ele mandou confeccionar uma réplica do troféu com o mesmo fabricante do prêmio oficial. A peça permanece guardada sob proteção especial em sua casa, junto aos crachás, fotografias e materiais gráficos de diferentes edições. O dirigente também contabiliza oito títulos de Princesas conquistados pelo Paysandu ao longo da história do concurso.

A edição deste ano, realizada no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, também entrou para sua trajetória. O Paysandu levou mais de 100 mesas ao evento, número que, segundo ele, não tem registro anterior. A candidata Rayana Corrêa mobilizou grande torcida e recebeu o título honorífico de “Rainha da Doação do Hemopa”, concedido na última quinta-feira (12).

Sobre a participação da candidata, Osmar destacou o empenho dela na preparação. “Nós tivemos uma bela candidata. A Rayana merecia pelo trabalho que fez, mas ficamos muito felizes com o título de Rainha da Doação do Hemopa”, disse.

Legado 

Ao longo das décadas, Osmar acompanhou o Rainha das Rainhas ser realizado em diferentes espaços, como o Iate Clube, a Assembleia Paraense e, mais recentemente, o Hangar Centro de Convenções da Amazônia. Entre as lembranças, guarda também a convivência com o jornalista e empresário Romulo Maiorana, fundador do Grupo Liberal, responsável por consolidar o concurso como um dos maiores concursos de fantasia e beleza da região Norte.

Mesmo diante das dificuldades enfrentadas ao longo dos anos para organizar cada participação, Osmar afirma que o esforço sempre foi recompensado. “A gente luta bastante, quase não dorme quando o concurso se aproxima. Mas sempre pensamos que o Paysandu tem que ir para mais uma disputa. O que é difícil é melhor de comemorar”, declarou.

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