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Bloco Chulé de Pato completa 25 anos e faz a festa nas ruas do Guamá, em Belém

Celebração será no meio da rua com direito a ‘Parabéns Pra Você’ e bolo para os brincantes

Eduardo Rocha
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A folia em Belém já está garantida na próxima quarta-feira (18), Quarta-Feira de Cinzas, dia seguinte à Terça-Feira Gorda de Carnaval. O bloco Chulé de Pato completa 25 anos em 2026 e, para celebrar o feito, realizará nesse dia um cortejo comemorativo de seu Jubileu de Prata pelas ruas do bairro do Guamá. A concentração será na travessa Castelo Branco, entre rua dos Pariquis e rua Paes e Souza, a partir das 13h. O cantor e compositor Paulinho Mururé, fundador do bloco, fala sobre a trajetória do bloco e as expectativas para 2026.

Paulinho Mururé, fundador e presidente do bloco, conta que o Chulé de Pato foi fundado em 2001 com o intuito de que as pessoas que não têm condições de pagar uma fantasia, na faixa de R$ 200,00 ou R$ 300,00, por exemplo, possam brincar o Carnaval nesse dia de graça. “A gente não é um bloco de abadá. A gente vende algumas camisas, para reforçar o nosso dinheiro para pagar a bandinha. O Chulé de Pato é acompanhado por uma bandinha de dez sopros, dez amigos, sob o comando do mestre Raussili. O objetivo do bloco é fazer com que as pessoas resgatem as marchinhas de Carnaval, as antigas batalhas de confete, para que a molecada nova saiba como eram os antigos carnavais que não podem morrer”, diz Paulinho.

No começo, o Chulé de Pato tinha somente 26 pessoas, e hoje são em torno de 5 mil brincantes. O bloco se mantém e garante sua saída mediante a mobilização dos coordenadores e participantes. Para isso, são organizadas, então, coletas no bairro, vendidas algumas camisas e outras iniciativas. Tudo para fazer frente às despesas. 

“Antigamente, o nosso trio-elétrico do bloco era um carro-som pequenininho; hoje, é um carro grande. O bloco ficou conhecido e recebe gente de Belém e de outros municípios, e também turistas. Eu fico muito feliz, porque chegamos agora ao nosso Jubileu de Prata. São 25 anos de folia! E a gente, como povo, conseguiu isso com a nossa união”, destaca Paulinho Mururé. 

O nome Chulé de Pato, como explica Paulinho, surgiu a partir da constatação de que o bloco sai na Quarta-Feira de Cinzas, e muitos foliões chegam nesse dia vindo do agito do Carnaval com tênis e sapatos com forte odor. “E onde entra o pato? O pato é uma ave bonita, todo charmoso, mas vive com as patas na lama, e, aí, tem chulé. Então, nós juntamos o chulé dos foliões com o do pato”, destaca. 

O bloco em si surgiu em uma Quarta-Feira de Cinzas, quando Paulinho Mururé conferiu uma notícia sobre o Bacalhau do Batata, de Pernambuco, saindo naquele dia pós-Carnaval oficial. “Por que a gente não pode ter um bloco assim em Belém nesse dia?”, questionou Paulinho, na época. 

Pato no chão  

A saída do bloco é sempre uma oportunidade de trabalho para ambulantes, como frisa o idealizador da festa. E em 2026, para realçar os 25 anos do bloco, ao contrário de todos os anos, o Pato não sairá em cima de uma camionete, mas, sim, de corpo inteiro, em um tripé, no chão. Em outras palavras, o Pato vem com tudo para o desfile do dia 18’.

“O Chulé de Pato pertence ao povo, e não só do Guamá, como também de Belém, do Estado todo”, acrescenta. 

A saída do Chulé de Pato na Quarta-Feira de Cinzas, como destaca Paulinho, marca o encerramento do Carnaval de Belém. “Este ano, a gente vai continuar distribuindo sopa. No ano passado, foi um sopão de mocotó para mil foliões, os primeiros que chegam, para aquela galera que de terça para quarta amanhece e está ressaqueada, e, este ano, agora, a gente acaba dando essa sopa para 1.500 foliões, para essa galera cure a sua ressaca e continue dançando Carnaval”.

Outra ação, para marcar os 25 anos do bloco Chulé de Pato, os brincantes vão celebrar o momento com um bolo de quatro metros de comprimento para todo mundo cantar o “Parabéns pra Você”.  Essa celebração vai ocorrer às 16h do dia 18.

Logo após o “Parabéns”, por volta das 16h30, os foliões vão sair no cortejo do bloco. O trajeto vai começar na travessa Castelo Branco com a Caripunas, seguindo até a Silva Castro, de lá até a José Bonifácio, indo, depois, até a área da Feira, para pegar a Barão de Igarapé-Miri, segue pela Barão de Mamoré até a Silva Castro, na direção da José Bonifácio para entrar na Pariquis e subir a Castelo Branco e chega na área da concentração, entre a Caripunas e Paes e Souza. Nesse local, os brincantes do bloco vão permanecer em festa até as 21h.

“A gente quer fortalecer o Carnaval dos bairros. E eu fico muito feliz por poder estar aqui comemorando o Jubileu de Prata do Chulé de Pato”, destaca Paulinho Mururé. Ele ressalta que vai estar no bloco em companhia dos filhos, netos e da mãe dele, dona Lucila, de 93 anos de idade, pioneira do Chulé junto com Mururé.

 

Serviço:

Desfile do Bloco Chulé de Pato

Na Quarta-Feira de Cinzas, dia 18 de fevereiro de 2026

Concentração: 13h na travessa Castelo Branco, entre rua dos Pariquis e rua Paes e Souza, no bairro do Guamá

Saída: a partir das 16h30 pelas ruas do bairro





 

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