Delegada e marido advogado são presos por uso ilícito de carro da Polícia Civil; entenda o caso
Wanessa Santana Martins Vieira e Renan Rachid Silva Vieira foram detidos nessa terça-feira (10) e liberados, por ordem da Justiça, um dia depois
A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais (PC-MG) Wanessa Santana Martins Vieira e o marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, foram presos, nessa terça-feira (10), por uso irregular de uma viatura da corporação. O casal foi detido por suspeita de peculato, ou seja, apropriação ou uso indevido de bem público. Sob ordem da Justiça, Wanessa e Renan foram liberados um dia depois.
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O advogado foi flagrado dirigindo o veículo oficial na Região da Pampulha, em Belo Horizonte, enquanto ia para o trabalho. O carro estava sob responsabilidade da delegada e era destinado ao uso dela. Segundo a corporação, a viatura estava sendo utilizada para fins pessoais.
Denúncias anônimas foram enviadas à Corregedoria da Polícia Civil em fevereiro deste ano, o que deu início à investigação. Conforme as informações repassadas ao órgão de segurança, uma viatura descaracterizada da PC estava sendo usada para finalidades particulares. O marido de Wanessa foi abordado durante uma blitz montada na avenida Antônio Carlos.
Os agentes da Polícia Civil identificaram o veículo com características parecidas às apontadas nas denúncias. Após darem ordem de parada, verificaram o carro e notaram que o condutor — Renan — não possuía vínculo com a corporação. O advogado foi conduzido e a viatura, apreendida.
Wanessa estava em casa e também foi abordada por agentes, que se dirigiram ao local durante a blitz. A delagada foi informada sobre o caso e presa em flagrante. A PC apreendeu o veículo e o levou à perícia técnica na Diretoria de Transportes do órgão.
Nessa quarta-feira (11), em audiência de custódia, o casal foi liberado provisoriamente pela Justiça. A juíza responsável pelo caso instaurou o pagamento de fiança no valor de R$ 5.673,50 para cada um. Wanessa e Renan já saíram da prisão e podem responder em liberdade.
De acordo com a polícia, Renan já estava sendo investigado por suspeitas de estelionato, agiotagem e ameça. Contra ele, há denúncias de falsificação de cheque, venda de imóvel penhorado e ameaças contra vítimas que cobravam valores ou tentavam resolver divergências comerciais.
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