Caso Orelha: Luísa Mell acompanha investigação e delegada rebate fake news
Delegacia de Proteção Animal esclarece apuração sobre morte do cão em Santa Catarina
A ativista da causa animal Luísa Mell esteve em Santa Catarina nesta terça-feira (27) para acompanhar de perto as investigações sobre a morte do cão Orelha, caso que ganhou grande repercussão nacional após a divulgação de imagens e relatos nas redes sociais. Em Florianópolis, ela participou de reuniões com a Delegacia de Proteção Animal da Capital e acompanhou uma coletiva de imprensa sobre o andamento do inquérito..
Durante a visita, Luísa se reuniu com a delegada Mardjoli Valcareggi, responsável pela investigação, que apresentou esclarecimentos oficiais e rebateu informações falsas que vêm circulando na internet sobre o caso. Com cerca de quatro milhões de seguidores, a ativista publicou vídeos nas redes sociais relatando a agenda em Santa Catarina e disse que o objetivo era compreender melhor os fatos apurados até o momento. “Estamos tentando reconstruir essa narrativa, porque existem muitos pontos que precisam ser esclarecidos”, afirmou.
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Segundo a delegada Mardjoli Valcareggi, a Polícia Civil de Santa Catarina conduz a investigação com base em imagens de câmeras de segurança, depoimentos e laudos técnicos. Ela reforçou que parte das versões divulgadas nas redes sociais não corresponde ao que foi confirmado oficialmente até agora.
Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, conforme a apuração inicial. Caso a participação deles seja confirmada, as medidas aplicadas seguirão o que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que inclui advertência, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida ou, em situações excepcionais, internação.
De acordo com documentos da investigação, o cão Orelha sofreu um golpe na cabeça provocado por objeto contundente. Após permanecer desaparecido por alguns dias, o animal foi encontrado gravemente ferido e em estado de sofrimento. Diante da gravidade do quadro clínico, foi necessária a realização de eutanásia. Até o momento, o objeto que teria sido utilizado na agressão não foi localizado pela polícia.
Outros fatos também são apurados
Além do envolvimento dos adolescentes, a Polícia Civil investiga a conduta de três adultos, apontados como pais e tio dos suspeitos. Segundo a corporação, eles podem ter cometido o crime de coação no curso do processo, ao tentar intimidar uma testemunha do caso. Luísa Mell também comentou sobre o afastamento do porteiro que ajudou a divulgar o caso inicialmente em grupos de mensagens.
A ativista afirmou que pretende ir ao local onde ele trabalhava. Em outro momento, ela mencionou o caso de um segundo animal, o cão Caramelo, que também está sendo investigado pela polícia após relatos de tentativas de agressão. A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento e que novas informações serão divulgadas oficialmente conforme o avanço das apurações.
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