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Varíola dos macacos: saiba quais são os principais cuidados para tratar as lesões na pele

A cirurgiã dermatológica Iris Diógenes afirma que não é recomendável usar pomadas nas feridas causadas pela infeccção da doença

Amanda Martins

A varíola dos macacos, causada pelo vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês), foi declarada emergência de saúde pública de interesse internacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ela é transmitida de uma pessoa para outra por inalação de gotículas respiratórias ou por contato direto, como por exemplo, beijar ou manter relações sexuais - que não é necessariamente um vetor de transmissão, mas pode ajudar. Outro forma de contágio é ter contato com vestuários ou roupas de cama que estejam contaminados.  

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O aparecimento de lesões no rosto, dentro da boca, mãos e pés, peito, genitais ou ânus, caroço no pescoço, axila e virilha, acompanhada de febre e dor de cabeça, pode indicar a contaminação pelo vírus. 

De acordo com a cirurgiã dermatológica membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Iris Diógenes, um dos primeiros cuidados que o infectado deve ter é não coçar a região - em que estão localizadas as lesões -, para não feri-las, e agravar o quadro clínico.

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“O que a gente precisa ter cuidado são com as infecções. Como são lesões que atingem a pele mais profundamente, o ato de esfregar as unhas, ‘roçando’ na ferida, pode deixar sequelas, como cicatrizes na derme”, explica a médica descartando a possibilidade de outros efeitos estéticos deixados pelo vírus. 

Durante o período de infecção contagiosa - que dura os primeiros sete a dez dias após o aparecimento das irritações na pele -, a doutora Íris orienta que o doente use roupas que cubram as lesões, como calças e blusas de mangas compridas.  

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Ainda segundo a dermatologista, não é recomendado passar pomadas nas feridas. Isso porque, a grande maioria possui corticoide, não surtindo o efeito desejado - pelo contrário, poderia, inclusive, piorar as lesões -  já que trata-se de uma lesão viral, que diminui a imunidade local.  

Como cuidar das feridas de varíola?

  • Utiliza água e sabão para deixar a região bem limpinho para que não venha ter infecções secundárias;
  • Caso haja um agravamento no estado das feridas, é prudente procurar tratamento específico orientado pelo médico.

A médica pede maior atenção para as crianças que possuem dermatite atópica, enfisema ou psoríase, pois podem manifestar a doença de forma mais grave. Além disso, alerta para o risco de transmissão da doença no "fim" do ciclo infeccioso, quando as crostas da ferida caem, e forma-se uma "nova pele". 

“Todas as fases  da doença desde quando ela inicia com lesões vermelhas como se fosse picada de um inseto, evoluindo para pequenas lesões com pus e até a crosta de cicatrização são consideradas risco de transmissão”, pontuou.

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Belém
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