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Ordem Terceira diz que fratura de criança no parto "pode acontecer" em procedimento para salvar vida

Bebê teve uma parada cardíaca e segue na UTI, estabilizada. Hospital diz que mãe e filha passam bem

Dilson Pimentel

Na manhã desta terça-feira (20), o Hospital da Ordem Terceira divulgou nota se pronunciando sobre a denúncia de uma fratura na perna de um bebê, ocorrida em um parto realizado no hospital neste domingo (18). Na nota, o hospital ratifica que toda decisão tomada  pelo corpo clínico da casa visou, acima de tudo, “priorizar a vida de cada um de nossos pacientes”. A nota operatória foi redigida pós cirurgia pelo obstetra responsável pelo referido parto. 

Segundo diz o hospital, diante da dificuldade da situação  e de variáveis – “a idade da parturiente, terceiro parto da mesma, dilatação completa, bolsa protusa, constatação de mecônio em líquido aminiótico (fato que constata feto já em sofrimento) - a equipe optou pelo parto normal.

A paciente chegou ao hospital com indicação para cesárea. Antes, ela passou por um exame para saber as condições reais em que se encontrava, diz a Ordem Terceira. Ainda segundo o hospital, o obstetra responsável pelo referido parto viu que a mãe estava com dilatação total. O feto estava com taquicardia, indicativo para sofrimento do feto. A paciente tem mais de 40 anos, era o terceiro parto (os outros dois foram normais). Ela é hipertensa.

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Criança corria risco, diz hospital


Segundo afirmou o hospital, havia risco de morte iminente para a criança. O estabelecimento disse ainda que a criança ficou presa no canal vaginal. E, ao fazer a manobra, para soltá-la do canal vaginal, o médico teve que girar a criança. Foi, nesse momento, diz o Hospital da Ordem Terceira, que houve o traumatismo na perna direita. Durante esse procedimento, esse trauma pode ocorrer na perna ou na bacia, sustenta a nota do estabelecimento.

“Essa manobra foi feita com cuidado e humanidade. Mas esse é um risco que se corre”, afirmou o hospital. Segundo a casa, a opção adotada pelo médico foi para salvar a vida da criança.

Segundo afirmou o hospital, havia risco de morte iminente para a criança. A criança ficou presa no canal vaginal. Ao fazer a manobra, para soltá-la, o médico teve que girar a criança. Foi, nesse momento, diz o Hospital da Ordem Terceira, que houve o traumatismo na perna direita. Durante esse procedimento, esse trauma pode ocorrer na perna ou na bacia, sustenta a nota do estabelecimento. “Essa manobra foi feita com cuidado e humanidade. Mas é um risco que se corre”

O Hospital da Ordem Terceira diz que a mãe e a filha passam bem. Ele confirma que a criança teve uma parada cardíaca e ainda está na UTI, mas está estabilizada.

Ainda segundo o hospital, a venerável Ordem Terceira de São Francisco, instituição centenária, responsável por mais de 200 partos por mês, confia em seu corpo clínico e em sua equipe de saúde. “E, portanto, entende que a decisão tomada foi acertada, visto que a vida da criança foi a razão principal da escolha pelo tipo de parto a ser executado”.

CRM, Sesma e Ministério Público investigam o caso


Em nota, o Conselho Regional de Medicina (CRM/PA) informou nesta terça-feira (20) que já instaurou que já instaurou procedimento para apurar o caso. A tramitação informou a nota, corre em sigilo, de acordo com o artigo 1º, do Código de Processo Ético Profissional Médico.

“Ressaltamos que todas as denúncias que chegam ao nosso conhecimento através da mídia são apuradas de ofício, até formalização de denúncia, caso ocorra”, acrescentou o CRM do Pará.

A Secretaria Municipal de Saúde também confirmou na tarde de ontem (20) que “irá apurar o caso junto ao prestador de serviços”. A Sesma também externou "solidariedade à família e à criança". A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) também disse que o “Hospital da Ordem Terceira atende de forma complementar ao SUS e regular com a Sesma". 

Nesta quarta (21), o Ministério Público do Estado confirmou que também irá apurar o episódio. "O coordenador das Promotorias de Justiça Criminais da Capital, Isaías Medeiros, informou que o MP já possui ciência sobre o caso”, diz a nota. A apuração da conduta médica será conduzida pela Promotoria da Infância e Juventude, “pois a criança sofreu lesão durante o parto”.

O pai do bebê, o mototaxista Sílvio Nunes das Chagas, registrou nesta terça-feira um boletim de ocorrência na Seccional do Comércio. O hospital admitiu o ocorrido, afirmando que havia risco de morte iminente para a criança, e que o procedimento adotado pela equipe poderia levar a um trauma na perna ou na bacia. 

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Belém
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