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Greve de ônibus em Belém: paralisação dos rodoviários entra no segundo dia

Empregados em empregadores deverão se reunir na Justiça do Trabalho nesta quarta (4)

Eduardo Rocha

A greve dos rodoviários de Belém, Ananindeua e Marituba, entra, nesta quarta-feira (4), no seu segundo dia, com a expectativa de que empregados e empregadores cheguem a um acordo na primeira audiência de conciliação entre as partes na Justiça do Trabalho. Essa reunião deverá ocorrer com a mediação do desembargador Gabriel Veloso, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8). Ainda ontem (3), no finalzinho da tarde e à noite, já havia alguns ônibus circulando na Grande Belém, em virtude da determinação da Justiça do Trabalho de que 40% da frota voltasse a circular para atendimento dos usuários. Nesta terça, não houve negociação entre empregadores e empregadores.

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Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setransbel) informou que tomou ciência da decisão que obriga a circulação de 40% da frota a partir de terça-feira (3). Informou ainda que cumprirá de imediato a determinação da Justiça do Trabalho, entregando a planilha com a frota das operadoras para aferição do percentual determinado.

Os sindicatos dos rodoviários de Belém, Ananindeua e Marituba e das empresas de transporte de passageiros de Belém ingressaram com ações de dissídio coletivo na Justiça do Trabalho na tarde desta terça-feira (3).

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Em circulação

Ainda ontem à tarde, o TRT8 concedeu tutela provisória de urgência em relação à greve deflagrada pelos rodoviários de Belém, Ananindeua e Marituba. Na decisão, foi determinado que 40% da frota de ônibus de Belém, Ananindeua e Marituba voltassem a circular ontem (3) mesmo. A decisão da Justiça do Trabalho atende o pedido feito pelo Ministério Público do Trabalho em Ação Cautelar distribuída sob o número 000316-97.2002.5.08.0000.

De acordo com o Tribunal, os sindicatos profissionais devem garantir o número de empregados suficientes para realizar o serviço durante o período de duração da greve, e o sindicato patronal deve apresentar uma planinha com a totalidade de ônibus que circula durante o dia e de noite, comprovando o cumprimento da decisão de circular com percentual de 40% dos ônibus.

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Também por determinação da Justiça do Trabalho, as empresas devem expor em 24 horas esses dados em Juízo, sob pena de multa de R$1.000,00 (hum mil reais) por dia de atraso; e, em caso de desobediência ou descumprimento da ordem judicial liminar, o(s) sindicato(s) recalcitrante(s) fica condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por dia.

Greve de ônibus: sindicatos garantem 100% de paralisação e esperam negociações com empresários Por enquanto, ainda não há novas rodadas de negociação previstas. "Quem sofre as consequências é quem não tem nada a ver", diz sindicalista.

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Reivindicações

Segundo Luciano Barros, do Sindicato dos Rodoviários de Belém, a categoria reivindica 12% de reposição salarial, percentual este extensivo para o valor do tíquete-alimentação, clínica e centro de formação da categoria; a manutenção das cláusulas do acordo trabalhista e a permanência dos cobradores em seus postos de trabalho.

O Setransbel apresentou como proposta: reajuste imediato à categoria de 4% linear para salário, ticket alimentação e auxílio clínica.

Belém
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