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Corpus Christi: católicos celebram a eucaristia com missa e procissão em Belém

Procissão do Santíssimo Sacramento é retomada pela primeira vez depois de dois anos

Camila Guimarães

Nesta quinta-feira (16), 60 dias após a Páscoa, católicos de Belém celebram Corpus Christi, solenidade em alusão à última ceia de Jesus Cristo com os 12 apóstolos, momento que marca o sacramento da Eucaristia. Na Catedral Metropolitana de Belém, a programação teve início com missa, às 7h, e seguiu com a procissão do Santíssimo Sacramento pelas ruas da Cidade Velha, retomada após dois anos devido à pandemia.

O Arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, presidiu a missa e aproveitou a oportunidade para relembrar o significado da celebração para a vida de todos os fiéis: “cada missa renova o que aprendemos no catecismo. A cada missa retornamos ao calvário e à gloriosa manhã de ressurreição. Celebramos o Corpus Christi como um memorial, que torna presente aquilo que recordamos: a entrega do corpo e do sangue de Cristo”.

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A aposentada Raimunda Câmara, de 77 anos, chegou com pelo menos uma hora de antecedência para a missa, com o objetivo de conseguir bons lugares para acompanhar a ministração da ceia. Ela foi acompanhada da bisneta, Maria Vitória, de 9 anos, e considera muito importante ensinar sobre a solenidade desde cedo: “Estou muito feliz porque, pra mim, como católica, Corpus Christi é uma das maiores festas da igreja porque celebra o corpo e o sangue de Cristo”.

Raimunda Câmara levou a bisneta para participar da solenidade. (Marx Vasconcelos / Especial para O Liberal)

A professora Marilene Fernandes, de 57 anos, também reservou o dia para rememorar a última ceia e renovar as esperanças por meio da comunhão, na igreja. Ela conta que já acompanha a solenidade de Corpus Christi há cerca de 20 anos e que o dia tem um significado especial:

“Para mim, é um momento de renovação. Faz parte da minha família e também é um encontro com Deus, um momento de intimidade espiritual com Ele. Quando eu recebo a eucaristia é como se eu renascesse. Só quem é católico e realmente vive a fé sente algo assim, que aflora o amor, a fé, a caridade e, principalmente, a renovação”, diz Marilene.

Há 20 anos, Marilene Fernandes participa da celebração de Corpus Chriti. (Marx Vasconcelos / Especial para O Liberal)

 

Retomada da procissão do Santíssimo Sacramento

Pela primeira vez, em dois anos, devido à pandemia, a procissão do Santíssimo Sacramento foi realizada em Belém, logo após a missa celebrada na Catedral Metropolitana. Durante o cortejo, o símbolo do Santíssimo Sacramento percorreu as ruas Padre Champagnat, Siqueira Mendes, Dr. Malcher, travessa Félix Roque, Dr. Assis, travessa Joaquim Távora e, novamente, Siqueira Mendes, terminando na Igreja do Carmo, com bênção do Arcebispo Dom Alberto Taveira Corrêa.

Os fiéis aproveitaram a oportunidade para agradecer e louvar a Deus pelo dom da Eucaristia. Entre eles, esteve o aposentado Manoel Costa, de 73 anos que, mesmo em cadeira de rodas, não mediu esforços para participar da procissão:

“Eu participo do Corpus Christi na Catedral desde criança, então é um momento de muito importante para mim. Eu nunca perdi uma procissão, só não vim nos últimos dois anos porque não teve, mas esse ano retornou e eu estou aqui, agradecendo muito a Deus pela minha saúde e pela minha vida. Principalmente pela minha vida”, garante.

Manuel Costa, 73, não mediu esforços para participar da solenidade e da procissão. (Marx Vasconcelos / Especial para O Liberal)

Em frente à Igreja do Carmo, tapetes de serragem adornavam os metros finais da procissão, momento em que o Santíssimo Sacramento adentrou o tempo e foi levado até o altar, para a bênção final nas mãos do Arcebispo Dom Alberto Taveira. Após a celebração, o arcebispo enfatizou a alegria de concluir mais uma solenidade e lembrou motivos de oração:

“Nós nunca deixamos de celebrar Corpus Christi, mesmo quando tínhamos os limites dados pela pandemia. Agora, nós temos 99 lugares diferentes, entre Paróquias e áreas missionárias, celebrando Corpus Christi. Sabemos que várias situações no mundo pedem oração. Então pedimos que o Senhor venha em socorro de todas as nossas necessidades, seja a violência, a situação de guerra, a fome, a falta de emprego e tantas coisas que angustiam as pessoas. Mas nós não paramos na angústia, nós queremos ser sinais de esperança”, diz Dom Alberto.

 

Belém
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