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Moradores denunciam insegurança e péssimas condições de limpeza e iluminação em passarelas

Sujeira, luminárias quebradas e falta de segurança pública nos locais são reclamações constantes da população que usa as passarelas

O Liberal

Sujeira, insegurança e escuridão. Para os moradores de Ananindeua, essas palavras resumem a situação das passarelas situadas ao longo da rodovia BR 316, na cidade metropolitana. Pela noite, os corredores sem lâmpadas afastam a população do local que deveria entregar uma travessia segura, mas, ao contrário, vira palco de crime brutal.

Há menos de um mês, um homem em situação de rua foi esfaqueado até a morte em uma do centro do município por volta das 19h. A vítima, Kleibe Leônidas da Costa Alves, de 31 anos, teria se envolvido numa discussão com o algoz, que fugiu do local e não foi identificado pela Polícia Militar.

Testemunhas contaram que Kleibe teria se envolvido em uma discussão com um homem, que sacou uma faca e o golpeou várias vezes, tomando rumo desconhecido em seguida. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local, sem chance de ser socorrido.

Sujeira em passarela (Sidney Oliveira / O Liberal)

Crimes como esse assustam a população que, por vezes, prefere arriscar a travessia entre os carros na movimentada rodovia que encarar a passarela escura. Com o perigo à vista, a passarela que deve proporcionar acessibilidade no local, além de evitar a travessia irregular de pedestres pelo canteiro central da rodovia, evitando o risco de acidentes, acaba não cumprindo sua função.

População corre risco

“Tem certas horas que não é aconselhado usar essas passarelas. A partir de 19h em diante fica perigoso passar por aqui e por causa disso, já até me arrisquei até atravessar lá por baixo”, conta Raimundo Nonato, aposentado e morador de Ananindeua.

Postes sem iluminação (Sidney Oliveira / O Liberal)

“A situação de quem mora na cidade e precisa usar as passarelas é complicada. A iluminação aqui está precária. A maioria das lâmpadas estão quebradas, uma ou duas funcionam”, finaliza indignado.

A falta de iluminação nos corredores não é a única insatisfação dos usuários. A empresária Lenna Cauper reclama também da necessidade de manutenção e limpeza. “Aqui em frente ao Mercado Municipal, a passarela é imunda, o lixo ali está se acumulando, a gente percebe a falta de cuidado”, denuncia.

Passarela (Sidney Oliveira)

Na passarela localizada em frente ao Ministério Público do Estado do Pará, um conhecido da autônoma Luiza Santana já foi assaltado em plena luz do dia. Ela conta que não se sente segura ao atravessar o local. “Dias atrás o amigo do meu filho foi assaltado à luz do dia aqui nessa passarela. Isso por volta de 12h, então a noite, eu evito usá-la”

“Eu utilizo também a passarela que fica em frente ao bairro Águas Lindas. Ali, a partir de 18h já está tudo escuro por causa da falta de iluminação, então o perigo que a gente corre é constante”, finaliza.

Assaltos viraram rotina

A operadora de caixa, Renata dos Santos, trafega diariamente pela passarela em frente ao Líder da BR, no bairro da Guanabara, onde apenas uma lâmpada funciona entre as demais apagadas. Com a escuridão virando rotina e o medo de andar sozinha, ela conta que já tem uma estratégia para finalizar o trajeto. “Eu sempre espero alguém para atravessar junto, tenho medo de fazer isso sozinha. Me sinto muito insegura, ainda mais porque sou mulher, e infelizmente, nós mulheres somos alvos fáceis de assaltantes”, lamenta.

Um vendedor ambulante que não quis se identificar por medo de represálias contou que quase que diariamente é testemunha da violência constante no local. “Já virou rotina ver assaltos nessa passarela. Já vi pessoas se jogarem daqui de cima porque estavam sendo ameaçadas com arma, já vi mulheres perderem suas bolsas para assaltantes, infelizmente não posso fazer nada, mas essa situação seria diferente se tivéssemos ao menos uma iluminação de qualidade nos corredores”, conta.

Segundo ele, o perigo não está apenas no risco de assaltos, mas também nas quedas e tropeços ao descer ou subir pelos degraus no escuro. “De vez em quando alguém cai ou torce o pé nesses degraus. É escuro, então não dá para ver direito. Os idosos são os que mais se machucam”, finaliza.

O que dizem as autoridades públicas

A Polícia Militar do Pará informou por meio de nota que, diariamente, atua realizando o policiamento ao longo da BR-316 por meio de ações preventivas e repressivas. Já a Prefeitura Municipal de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Saneamento e Infraestrutura (Sesan) confirmou que é de responsabilidade do município as instalações de braços e luminárias e a manutenção das lâmpadas das passarelas da rodovia.


 

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