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Eleições 2022: Psol e Rede lançam o geógrafo Adolfo Neto para o governo do Pará

As duas legendas, juntas, têm 15 candidatos à Câmara; e 32 à Alepa

Valéria Nascimento

Aos 36 anos, Adolfo Oliveira Neto, geógrafo pela UFPA, com doutorado pela Cardiff University, no Reino Unido, é o candidato para o governo do Estado, da federação partidária formada pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol) e a Rede Sustentabilidade (Rede). Ele é o dirigente estadual do Psol e teve o nome oficializado na convenção conjunta das duas legendas, na noite desta quinta-feira (4), na sede da escola de samba Quem São Eles, no bairro do Umarizal, em Belém.

Em clima de festa, com diversos grupos de batucada e um público predominantemente jovem, empunhando bandeiras e flâmulas de candidatos, a convenção do Psol e Rede confirmou o apoio à candidatura do ex-presidente Lula à presidência da República, e do atual deputado federal Beto Faro (PT) ao Senado. O evento apresentou 15 candidatos à Câmara Federal - 14 do Psol e 1 da Rede -; e 32 candidatos à Assembleia Legislativa do Estado (Alepa).

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"Nossa estratégia de campanha é andar por esse Estado, que tem muitas dificuldades, e, exatamente, por isso, é necessário a gente fazer do Pará um território dos direitos humanos, uma potência ambiental, ter uma política social forte", afirmou o professor Adolfo, casado e pai de duas filhas.

Pesquisa em comunidades ribeirinhas

Adolfo começou a militância política na própria UFPA. Ele atuou no movimento estudantil e na educação popular, com a alfabetização de idosos no bairro do Guamá, e na educação no campo, no município de São Domingos do Capim, região nordeste paraense. Foi sindicalista ligado à Associação dos Docentes da UFPA (Adufpa) e tem pesquisa sobre educação popular junto às comunidades ribeirinhas.

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À unanimidade, as falas dos candidatos rechaçaram a presidência de Jair Bolsonaro, tido como um político de extrema-direita. "Nós vamos seguir nas ruas mostrando um partido que, de fato, defende uma transformação social construída com a cara do povo, com a cara daqueles e daquelas que sabem o que é viver na Amazônia e vê todos os ataques desse governo ecocida e genocida", afirmou a atual deputada federal Vivi Reis, do PSOL, que tentará a reeleição.

O veredor do Psol, em Belém, Fernando Carneiro, enfatizou que se vive um momento histórico no País que exige união das forças da esquerda. "Estamos enfrentando forças obscuras que estão jogando o Brasil num retrocesso. A gente tem a primeira grande tarefa, que é de todo o País, das pessoas que defendem a vida, que é derrotar o Bolsonaro e o bolnarismo. O Bolsonaro a gente derrota nas eleições. O bolsonarismo, a gente não derrotar nas elições. Vamos precisar de estratégias para isso", salientou Fernando Carneiro.  

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"Ninguém aqui tem o direito de se acomodar diante dos ataques ferozes do governo contra à classe trabalhadora. Eleger Lula é abrir caminho para a retomada da democracia e de uma economia que não submeta o trabalhador à fome, como estão 33 milhões de pessoas, sem ter um prato de comida à mesa", destacou a deputada estadual Marinor Brito, candidata à Câmara, em Brasília. 

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Momento histórico e de união

A Rede Sustentabilidade defende nove candidatos à Alepa, entre eles, Rafaella Rodrigues e Hélio Monteiro. "É a primeira vez que sou candidato e nós precisamos de deputados que possam ajudar o presidente Lula, eleito pela esquerda, para estar lá em defesa das políticas do nosso Pará. Este é um momento histórico para todos nós", afirmou Hélio Monteiro.

Hélio citou nominalmente os colegas de partido, pedindo votos aos candidatos a deputados estaduais, como o professor Rafael Titan, Ivaldo Santos, Tiago Sustentare, João do Pinha, Daniele Souto, e, ainda, para Maial Paiakan Kayapó (neta do cacique Paiakan), candidata à deputada federal.  

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O senador petista Paulo Rocha e o vice-presidente nacional do PT, Zé Geraldo, participaram da convenção. "Eu quero homenagear a militância, às vezes, anônima, que possa ser os nossos braços na guerra contra esse tipo de dominação que se implantou no Brasil, através da ultra direita do fascismo, que nega tudo às condições humanas, nega às relações humanas. É tarefa nossa, dirigentes desse processo de luta, de nos unirmos", destacou Paulo Rocha.

"Eu quero dizer para vocês o seguinte. A periferia vai esperançar a política. Nós, mulheres negras, vamos eleger Lula presidente e mostrar que aqui no Pará, teremos mulheres e homens na Alepa, nos representando", frisou a presidente do diretório municipal do Psol, Leila Palheta, candidata à Alepa.

A vereadora de Belém, Lívia Duarte, pelo Psol, também concorre à Alepa. "O Psol, a Rede e todos os partidos aqui reunidos são para a gente vencer as eleições e ter grandes bancadas na Alepa e na Câmara Federal, para a gente ter a primeira mulher preta a ocupar uma cadeira legislativa neste estado", destacou ela.

Lívia Duarte instigou a militância a travar a disputa eleitoral com a esperança de derrubar o bolsonarismo e de avançar nas pautas de direitos humanos e de defesa do meio ambiente, em especial, os avanços para as mulheres e o combate ao racismo. 

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