Vídeo revela novas imagens do desabamento de ponte que deixou 14 mortos no Maranhão
A gravação foi feita de dentro da cabine de um dos caminhões que caíram com o colapso da estrutura
Novas imagens divulgadas na quarta-feira (18) revelam mais detalhes sobre o momento do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, ocorrido em 22 de dezembro de 2024. O registro foi feito de dentro da cabine de um caminhão e mostra veículos sendo arrastados durante o colapso da estrutura, que ligava os estados do Tocantins e Maranhão pela TO-226. Uma nova ponte foi entregue em dezembro de 2025, um ano após a tragédia.
Entre as vítimas, estão pelo menos oito paraenses. As vítimas eram moradores de Dom Eliseu, Tucuruí e Novo Repartimento. As imagens foram captadas por uma câmera instalada em um caminhão. O material foi divulgado pela advogada Mellissa Fachinello, que presta serviços à empresa proprietária de um dos veículos que caíram no rio. Segundo ela, a publicação também tem o objetivo de chamar atenção para a falta de indenizações aos pescadores e de apoio às famílias das vítimas.
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De acordo com a advogada, o caminhão e o motorista que aparecem nas imagens foram retirados do rio após o acidente. Ela afirma ainda que, até o momento, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) não iniciou o pagamento de indenizações aos pescadores afetados. A profissional também atua na defesa da categoria.
Em nota divulgada à imprensa, o DNIT informou que as demandas relacionadas às indenizações estão judicializadas, com diversas ações em andamento propostas por particulares, órgãos públicos, como o Ministério Público, e entidades da sociedade civil.
Na publicação, Mellissa Fachinello também fez um desabafo ao cobrar providências. Segundo ela, a tragédia poderia ter sido evitada com manutenção adequada e fiscalização, e destacou que as famílias seguem sem respostas e reparação.
Queda da ponte
O desabamento aconteceu por volta das 14h50, quando ao menos dez veículos passavam pela ponte. Caíram no Rio Tocantins três motocicletas, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões. Dois desses veículos transportavam cerca de 76 toneladas de ácido sulfúrico e outros 22 mil litros de defensivos agrícolas.
Após o acidente, parte da estrutura remanescente foi implodida em fevereiro de 2025, dando início às obras da nova ponte, considerada estratégica para o transporte de pessoas e cargas na região. A ponte ligava os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA) e era um importante ponto de conexão entre rodovias federais e a Ferrovia Norte-Sul. Ao todo, 14 mortes foram confirmadas, enquanto três pessoas seguem desaparecidas.
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