Tomé-Açu: mulher morta pelo ex-companheiro tinha medida protetiva contra ele
A medida protetiva de urgência havia sido concedida pela Justiça após episódios anteriores de violência doméstica
Dayne da Silva Pantoja, morta a facadas na madrugada de terça-feira (6/1), em Quatro Bocas, distrito de Tomé-Açu, no nordeste do Pará, tinha medida protetiva contra o ex-companheiro, Davi Reis dos Santos. Ele foi preso pela Polícia Militar por suspeita de assassinar a vítima. Testemunhas relataram à PM que o homem chegou até a casa de Dayne, onde houve uma briga entre os dois e terminou com o feminicídio.
Segundo o Portal Tailândia, a medida protetiva de urgência em favor havia sido concedida pela Justiça em favor da mulher após episódios anteriores de violência doméstica. Mesmo assim, Davi ignorou a ordem judicial e foi atrás da ex.
Em nota, a Polícia Civil informa que as circunstâncias do caso são investigadas pela Delegacia de Quatro Bocas. “O suspeito do crime foi autuado em flagrante e encaminhado para atendimento médico, onde segue sob custódia. Perícias foram solicitadas e testemunhas são ouvidas para auxiliar na apuração do feminicídio”, comunicou.
VEJA MAIS
O caso
Depois de a PM tomar conhecimento da situação, que ocorreu no bairro Novo, deslocou-se até o local e encontrou Davi sentado na calçada, apenas de cueca, com cortes nas pernas. De acordo com as autoridades, Dayne foi localizada ainda com vida pelos agentes em uma residência próxima e com várias perfurações de faca pelo corpo. Ela morreu antes de receber atendimento médico.
Familiares relataram aos militares que, após Davi chegar no imóvel e começar a brigar com a ex, ele pegou uma faca e desferiu vários golpes contra Dayne. Ela correu para a rua, onde a confusão continuou. Ainda conforme a Polícia Militar, o filho dos dois imobilizou o pai com um golpe com um pedaço de madeira.
Denuncie violência doméstica
É fundamental ressaltar a importância de buscar ajuda em casos de violência doméstica. Ao testemunhar agressões contra mulheres, a orientação é ligar para o número 190 e denunciar. Além disso, é possível fazer denúncias por meio do número 180, que corresponde à Central de Atendimento à Mulher, e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Outras opções incluem o aplicativo Direitos Humanos Brasil (Android e iOS) e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
A maioria dos casos de violência doméstica é cometida por parceiros ou ex-companheiros das vítimas, mas a Lei Maria da Penha também abrange agressões perpetradas por familiares.
Vítimas de violência doméstica têm até seis meses para realizar a denúncia e buscar proteção.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA