Suspeito de agredir ex-companheira é preso em Soure após descumprir medidas protetivas
Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
Um homem investigado por lesão corporal no contexto de violência doméstica, ameaça e descumprimento de medidas protetivas foi preso na tarde desta terça-feira (30), em Soure, na ilha do Marajó. O mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Soure, com apoio técnico e operacional da Superintendência Regional dos Campos do Marajó.
Segundo as investigações, o episódio mais recente ocorreu na noite de segunda-feira (29), por volta das 22h15, quando a vítima, ex-companheira do suspeito, caminhava pelo centro da cidade ao lado de uma amiga. Ela percebeu que estava sendo seguida pelo homem, que ignorava as medidas protetivas de urgência impostas pela Justiça. De acordo com a Polícia Civil, o agressor agiu movido por ciúmes e sentimento de posse.
Durante a perseguição, o suspeito proferiu ameaças, afirmando que, caso a vítima fosse à casa de outro homem, seria golpeada com uma arma branca. Testemunhas confirmaram as intimidações. Ele também pegou uma pedra para assustá-la. A situação se agravou quando a vítima tentou mudar o trajeto e seguir para a Delegacia de Polícia em busca de ajuda. Ao perceber que ela pretendia denunciá-lo, o homem voltou a agredi-la, derrubando-a no chão e causando novas lesões.
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A amiga que acompanhava a vítima correu até a delegacia para pedir socorro, enquanto o agressor fugiu do local. As buscas foram iniciadas ainda na noite do crime. Diante da gravidade do caso e do risco real à vida da vítima, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi autorizada pelo Judiciário.
Após diligências, o suspeito foi localizado na área conhecida como Invasão do Puá, em Soure, e preso com apoio da Polícia Militar. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça.
Denuncie violência doméstica
É fundamental ressaltar a importância de buscar ajuda em casos de violência doméstica. Ao testemunhar agressões contra mulheres, a orientação é ligar para o número 190 e denunciar. Além disso, é possível fazer denúncias por meio do número 180, que corresponde à Central de Atendimento à Mulher, e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Outras opções incluem o aplicativo Direitos Humanos Brasil (Android e iOS) e a página da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
A maioria dos casos de violência doméstica é cometida por parceiros ou ex-companheiros das vítimas, mas a Lei Maria da Penha também abrange agressões perpetradas por familiares.
Vítimas de violência doméstica têm até seis meses para realizar a denúncia e buscar proteção.
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