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Moro e Helder decidem transferir envolvidos em massacre em Altamira para presídios federais

Governo agora se concentra em identificar os líderes das duas facções

Segundo o Governo do Estado, uma comissão já trabalha para identificar os líderes das duas facções criminosas envolvidas no confronto que resultou na morte de 52 presos no Centro de Recuperação Regional de Altamira, ocorrido na manhã desta segunda-feira (29).

Ficou definido, em tratativa do governador Helder Barbalho com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que os responsáveis serão transferidos para presídios federais. Segundo o Governador, ele ligou para o ministro e conseguiu dez vagas nos presídios.

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Representantes dos órgãos de segurança pública do Pará seguiram para Altamira, no sudoeste do Pará, no início desta tarde, para acompanhar de perto as investigações. A Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) confirmou que os crimes foram resultado de um confronto entre duas facções criminosas que disputam território dentro da unidade prisional, Comando Classe A (CCA) e Comando Vermelho (CV).

Seguiram com o superintendente da Susipe para o município o titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Ualame Machado; o comandante geral da Polícia Militar, coronel Dilson Júnior; e o delegado geral de Polícia Civil, Alberto Teixeira.

Em Altamira, o Centro de Recuperação Regional abriga 311 presos. "Não há superlotação carcerária na unidade, mas estamos aguardando a entrega de uma nova prisão pela Norte Energia, que deve ficar pronta até dezembro. Os contâiners não são improvisados, existem há algum tempo, mas com a entrega do noxo complexo como compensação ambiental da empresa, teremos capacidade para 306 internos e ainda uma unidade feminina. Esperamos, assim, ter um espaço mais seguro e moderno na região da Transamazônica", pontuou.

Em agosto, 485 novos agentes prisionais serão nomeados pela Susipe, os primeiros concursados da história do órgão. Os novos servidores poderão portar armas, o que Jarbas acredita que será uma importante mudança no panorama da gestão dos presídios do Estado do Pará.

 


 

Polícia
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