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Homem é preso e adolescente apreendido por marcar encontros e matar professor e bancário no Pará

As investigações da Polícia Civil mostraram que um deles marcava o encontro com a vítima e, depois de se relacionar com as vítimas, os dois exigiam dinheiro. Caso não fosse paga a quantia ordenada, eles as matavam

O Liberal

A Polícia Civil prendeu Hudson Nonato Costa Silva, de 21 anos, e apreendeu um adolescente de 17 no último domingo (15/3), em Icoaraci, distrito de Belém, suspeitos de envolvimento na morte do bancário Daniel Vilker Nascimento Rodrigues, 26, e do professor Gênesio Oliveira, 58. 

O docente foi localizado no dia 15 de janeiro, de bruços sobre uma cama, com as mãos e os pés amarrados para trás em avançado estado de decomposição. Dez dias depois, em 25 de janeiro, a polícia encontrou o cadáver de Vilker nas mesmas condições dentro de uma kitnet localizada na passagem Getúlio Vargas, no bairro Levilândia, em Ananindeua, na Grande Belém.

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A PC conseguiu ligar Hudson e o adolescente aos dois homicídios. Segundo as apurações da Polícia Civil, um deles marcava o encontro e, depois de se relacionar com as vítimas, os dois exigiam dinheiro. Caso o valor não fosse pago, eles matavam e roubavam pertences das vítimas, como celular e cartões, ainda conforme as investigações.

No último domingo (15/3), a Delegacia de Bragança e a Seccional de Ananindeua fizeram essa operação conjunta que resultou na prisão de Hudson e na apreensão do adolescente.

A morte do bancário e do professor

Natural de São Luís, no Maranhão, Daniel era uma pessoa autista e morava sozinho no imóvel. Ele foi encontrado com um tecido amarrado na boca, além de ter as mãos e os pés amarrados, estes últimos com um fio elétrico.

Após a morte de Vilker, O Sindicato dos Bancários publicou a nota lamentando o caso e informou que ele tinha apenas dois anos de banco.  Além disso, representantes do movimento LGBTQIAP+ em Belém lamentaram a morte do jovem e levantaram, nas redes sociais, a possibilidade de o crime ter sido motivado por homofobia. 

No mesmo mês em que o cadáver dele havia sido localizado, as autoridades acharam o corpo do professor Gênesio. Ele havia sido visto no dia 13 de janeiro – dois dias antes de ser encontrado morto – jogando futebol com amigos.

Genésio atuava como coordenador pedagógico da Escola Rosa Athayde, no município de Augusto Corrêa, e era bastante conhecido e respeitado no meio educacional.

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