UFPA admite falha ao divulgar nome civil de pessoas trans no Listão do Processo Seletivo 2026
"Assim que o erro foi identificado, as medidas necessárias foram imediatamente adotadas e a falha foi corrigida", diz Universidade
A Universidade Federal do Pará (UFPA) divulgou nota, nesta segunda-feira (2), em que reconhece que, na divulgação do Listão do Processo Seletivo 2026 na última sexta-feira (30), ocorreu, "equivocadamente, a utilização do nome civil de algumas pessoas trans e travestis em desacordo com o direito ao uso do nome social, assegurado por normativas institucionais e pela legislação vigente".
Assim que o erro foi identificado, ainda na sexta-feira, 30 de janeiro, as medidas necessárias foram imediatamente adotadas e a falha foi corrigida, acrescentou. "Ainda assim, temos plena consciência do impacto já causado e, por isso, manifestamos nosso sincero pedido de desculpas pela dor e pelo constrangimento gerados", afirmou a UFPA.
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Diz ainda a nota da UFPA: "O respeito à identidade de gênero e à dignidade de todas as pessoas é um princípio inegociável para a UFPA. Nesse sentido, a Administração Superior solicitou, de forma imediata, além da correção do listão, o aperfeiçoamento dos protocolos e dos sistemas acadêmicos institucionais com o objetivo de evitar que erros semelhantes voltem a ocorrer. Reafirmamos nosso compromisso com os direitos humanos, com a diversidade e com a construção de um ambiente universitário cada vez mais inclusivo, seguro e respeitoso".
Nota de apoio
O Coletivo Juntos Belém divulgou nota de apoio “contra a transfobia institucional na UFPA” e em solidariedade e apoio aos estudantes trans e travestis da Universidade. “Entendemos que a exposição de nomes mortos no listão divulgado pela Universidade, na última sexta-feira, configura uma postura de falta de comprometimento e reconhecimento de direitos, é inaceitável que este tipo de situação ocorra, não combinando com a grandeza de uma universidade federal e manchando um momento tão único na vida de estudantes paraenses, que se preparam e aguardam ansiosamente pelo momento de saída do listão”, diz. “Transfobia institucional não será aceita. Nenhum direito a menos”, afirma ainda a nota.
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