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Moradores do Coqueiro e Parque Verde, em Belém, sofrem com falta d’água há uma semana

Cosanpa afirma que equipes técnicas trabalham para restabelecer o abastecimento

Ádria Azevedo/ Especial para O Liberal
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Os conjuntos Satélite, Maguari, Pedro Teixeira, Orlando Lobato, Ilha Porchat, Mururé e Comunidade Teixeirinha, nos bairros Parque Verde e Coqueiro, em Belém, estão com problemas no abastecimento de água, desde a última quinta-feira (2). Moradores denunciam a falta completa de água, em alguns locais, ou água suja e rala, em outros pontos. A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) afirma estar trabalhando para solucionar a questão.

A empresária Lorena Falcão, de 36 anos, mora e tem uma empresa sediada no Conjunto Orlando Lobato, no Parque Verde. Ela conta que, desde o dia 2, o conjunto inteiro está sem água encanada, dependendo do abastecimento de um carro pipa da Cosanpa, que distribui águas nas residências, ou da boa vontade de vizinhos que têm poço artesiano.

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“Graças a Deus nós temos a vizinha aqui do lado, que nos fornece água do poço. Mesmo assim, a rotina fica muito difícil. Tenho dois filhos pequenos, o meu pai é idoso e tem Parkinson, saiu há pouco tempo da internação. Para comida e banho das crianças, usamos água mineral, já tive um gasto alto por isso. Para o restante, a vizinha nos auxilia”, relata.

image Moradores dependem do carro pipa para abastecimento de água, mas reclamam que não é o suficiente para atender a todos (Ádria Azevedo/ Especial para O Liberal)

A vizinha a quem Lorena se refere é Raimunda Pinheiro, de 53 anos. “Eu estou comovida com as pessoas que não têm água. Como eu tenho poço, saio distribuindo para os vizinhos, porque tem pessoas que estão sem nenhuma gota de água. Só que tem pessoas que moram mais longe. Para pegar dois baldes de água, até chegar na sua casa, fica difícil”, pondera Raimunda.

A dona de casa Sandra do Socorro, de 53 anos, diz que sente os prejuízos da falta d’água diretamente no cansaço do corpo. “Eu tenho problema no joelho e tenho que carregar água, estou com a munheca toda doída de tanto carregar, para fazer as coisas”, reclama. De acordo com Sandra, o abastecimento do carro pipa é insuficiente. “Quando chega lá no final da rua, já acabou a água do caminhão”, critica.

image Sandra do Socorro diz que sente os prejuízos da falta d’água diretamente no cansaço do corpo (Ádria Azevedo/ Especial para O Liberal)

 

 

 

Lorena diz que este não é um fato isolado. “A falta d’água no conjunto é recorrente. Todo mês falta água uns três, quatro dias. Dessa vez, o tempo está maior”, destaca. A situação é confirmada pela dona de casa Oledi Otsuki, de 73 anos. “Todo mês a minha conta vem 180, 200 reais. E todo mês falta água”.

image A dona de casa Oledi Otsuki diz que apesar da falta de água, a conta chega todos os meses. (Ádria Azevedo/ Especial para O Liberal)

 

 

Coqueiro

A jornalista Andreza Gomes, de 47 anos, mora no Residencial Ilha Porchat, no bairro Coqueiro. Ela também conta que o conjunto sofre há uma semana sem água. “Estamos sem o abastecimento que vem da Cosanpa, por problema no poço que abastece o residencial e outros conjuntos do Coqueiro”, afirma. “O carro pipa veio duas vezes e depositou uma água imunda nas cisternas dos prédios. Deu até coceira nos moradores”, denuncia.

“Isso é um problema recorrente, principalmente nos finais de semana e feriados prolongados, em que deveríamos descansar, mas a falta de água causa um transtorno enorme”, opina. “Minha mãe é paciente oncológica e sua comida deve ser feita em casa. Imagina, com essa falta d’água, a dificuldade para fazer alimentação, higiene”, lamenta.

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No conjunto Satélite, no mesmo bairro, a enfermeira Juliana Pinheiro, de 25 anos, conta que o local também sofre com problemas no abastecimento, desde a semana passada. “A água faltou na madrugada do dia 3 e seguiu até o dia 7. No dia 7 a água voltou, só que muito suja, oleosa e bem fraca. Hoje, dia 8, ainda continua fraca. Em alguns lugares, só está dando nas torneiras mais baixas ou em locais específicos. Para bater uma roupa, demora horas para encher a máquina”, diz.

Cosanpa

Em nota divulgada no início da tarde desta quarta-feira (8), a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) informou que equipes técnicas trabalham para a reativação do poço que abastece a área afetada. Além da troca de equipamentos, o órgão afirmou que será realizada análise laboratorial da qualidade da água antes de reabastecer as residências. A Companhia destacou ainda que três caminhões-pipa estão auxiliando no fornecimento de água à comunidade.

Em um segundo comunicado, emitido às 17h50, a Companhia informou que o poço que atende a área já está em operação e o abastecimento retorna de forma gradativa.

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