A conquista do 51º título do Campeonato Paraense pelo Paysandu, confirmada após o empate em 0 a 0 no clássico Re-Pa, também marcou um momento simbólico para o clube, que vem fortalecendo as categorias de base no elenco profissional. Jovens formados no próprio clube participaram da campanha e ajudaram a consolidar um novo cenário dentro do Papão.
Ao todo, 14 jogadores passaram a integrar o grupo profissional, sendo dez deles com idade máxima de 20 anos. Para muitos desses atletas, a conquista do Parazão representou a primeira conquista no futebol profissional. Para o vice-presidente do Paysandu, Diego Moura, o momento representa um marco dentro do processo de valorização da base no clube.
“A base dá um toque especial a este momento. Eu digo que esse cenário, com os garotos da base performando, serve como um marco para que a gente acelere esse processo. A base precisa, como todo mundo sabe, de uma valorização ainda maior. Acho que já houve uma evolução muito grande, mas também digo que o sarrafo do futebol subiu muito. O Paysandu evoluiu, mas não proporcionalmente ao que precisamos”, afirmou em entrevista à rádio Liberal+ antes da final.
O dirigente destacou que o clube precisa manter um nível de exigência elevado para acompanhar as transformações do futebol atual. “Temos que performar em alto nível, precisamos ajustar o sarrafo lá em cima. Estamos muito felizes com esse trabalho e queremos coroar esse momento com o título”, disse.
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Segundo Moura, o cenário financeiro do futebol também reforça a importância de investir na formação de atletas dentro do próprio clube. “A gente precisa aproveitar essa oportunidade. Infelizmente, na vida, muitas vezes fazemos alguns movimentos a partir das dificuldades. Só que essa dificuldade acabou impulsionando uma mudança, uma necessidade que o futebol exige hoje. O futebol está transformado, mudou muito, e sabemos que as receitas estão cada vez mais difíceis”, explicou.
O vice-presidente também ressaltou que a utilização de atletas formados no clube representa um investimento estratégico para o futuro do Paysandu.
“Então, quando você tem a possibilidade de formar um garoto da base e colocá-lo para jogar, além de render frutos para o clube, não existe investimento maior. É uma necessidade e também uma obrigação nossa fazer isso. Precisamos desenvolver um trabalho a médio e longo prazo. Esse trabalho precisa ser feito agora para que a gente possa colher os resultados lá na frente”, declarou.
Para o dirigente bicolor, os primeiros resultados desse processo já começam a aparecer dentro de campo, espelhados em garotos como Pedro Henrique, Luccão, Iarley, Kauã Hinkel e Henrico. “Eu acredito que já estamos nesse caminho.”
