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Trabalhadores do transporte rodoviário da Grande Belém não conseguem reajuste em reunião

Enquanto pedido foi de 15%, o setor patronal teria sugerido 3,53%. Reportagem não conseguiu contato.

Elisa Vaz

Trabalhadores e empresários do setor de transportes rodoviários da Região Metropolitana de Belém se reuniram mais uma vez nesta quinta-feira (28) para tratar sobre reajustes salariais e benefícios para os motoristas e cobradores. Após o pedido de aumento na casa dos 15%, tanto para o salário bruto quanto para vale-alimentação e outros auxílios, o sindicato patronal apresentou uma contraproposta de 3,53%, que foi recusada pelos representantes da classe laboral. A reportagem entrou em contato com o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário da capital (Setransbel), mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

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Segundo o diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários em Empresas de Transportes Coletivos de Passageiros de Belém (Sintrebel), Luciano Barros, participaram algumas entidades que representavam os dois grupos, tanto de Belém como de Marituba. “Pedimos 15% de reajuste, que são as nossas perdas salariais, e eles fizeram uma contraproposta no valor de 3,53% na clínica e no salário. Pedimos para manter nossos benefícios, mas na contraproposta eles disseram que iriam tirar”, afirma.

Luciano diz que o setor patronal apresentou também a possibilidade de banco de horas. “Faríamos hora extra e somos pagos com folga. E tem a interjornada, que funciona com duas viagens de manhã e duas de tarde. Isso na verdade é virada de serviço, porque eles só pagam a parte da manhã. E ainda querem acabar com o cobrador. Temos um acordo coletivo para que, no micro-ônibus, com 31 lugares, o motorista possa andar sozinho e fazer a cobrança, mas querem ampliar para 42 lugares, que é um ônibus desse convencional que tem cobrador”, ressalta o trabalhador.

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Após recusar a proposta dos empresários, nada ficou decidido. Luciano adianta que a proposta inicial dos trabalhadores continua valendo, e que mais uma negociação será realizada na próxima segunda-feira (2), às 10h. Após o encontro, o novo diálogo será levado para a categoria em uma Assembleia já marcada para as 18h. O diretor ainda criticou o argumento das empresas para não atenderem ao pedido da categoria: aumento do combustível. “Mesmo com isso, eles acabaram de ganhar 0,40 centavos na passagem”, lembra. 

Economia
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