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Campanha Salarial: Setransbel vai analisar proposta dos rodoviários de Belém

Trabalhadores e patronal voltam a se reunir na próxima segunda-feira (18)

Eduardo Laviano

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Pará iniciou nesta semana a campanha salarial de 2022, com foco em garantir um reajuste linear de 15%, tanto para o salário bruto quanto para vale-alimentação e outros auxílios.

O cálculo tem como base a inflação de 12% do último ano, somados a 3% de ganho real. Na opinião do vice-presidente da entidade, Ewerton Paixão, as negociações serão tão aguerridas como nos outros anos.

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"O que foi feito foi uma primeira assembleia na qual formulamos as propostas. Na segunda-feira (14), teremos a reunião com o Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Belém. Sempre há dificuldades e problemas e não vai ser diferente. Sabemos disso. Os empresários sempre alegam que não pode aumentar, que não dá. Mas lutaremos", afirma. 

Paixão afirma que para além da campanha salarial, os esforços do Sindicato concentram-se agora na resolução da greve dos funcionários da empresa São Luiz, que estão desde janeiro sem receber.

A entidade está realizando uma campanha para entrega de cestas básicas para as famílias dos 50 trabalhadores que paralisaram as atividades na última terça-feira (12), impactando a vida de mais de 50 mil pessoas que depende do transporte público na Região Metropolitana de Belém.

"Até agora nada foi resolvido. O cenário é de muita dificuldade, o pior possível. Por outro lado, já conversamos com os sócios da empresa que dizem que no momento não têm como pagar os trabalhadores. Eles admitiram que na ordem de serviço da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana a empresa deveria circular com 45 ônibus, mas que só sete estão na rua por problemas financeiros de manutenção. Imagina sete ônibus para uma folha salarial de 50 funcionários? É delicada a situação deles, mas a dos trabalhadores também", avalia ele, ao destacar que o Sindicato está conferindo a possibilidade de entrar na Justiça com uma ação coletiva. 

Posição do Setransbel

O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém (Setransbel) enviou nota à redação do Grupo Liberal em que informa estar "formalizando a comissão de negociação para analisar as reivindicações dos rodoviários". O texto afirma que o reajuste solicitado pelos rodoviários não estava previsto na planilha técnica da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), que calculou a tarifa em R$5. A Prefeitura de Belém depois fixou em R$ 4.

"O Sindicato ressalta, finalmente, que eventuais reajustes concedidos no atual cenário e sem previsão na planilha irão prejudicar ainda mais o sistema, já que a tarifa técnica não foi homologada e não há definição de subsídio até o momento. A estimativa de prejuízo ao setor a cada mês sem a tarifa técnica da Semob ultrapassa R$ 12 milhões", diz a nota.

Economia
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