WhatsApp: 43% dos usuários no país afirmam ter sido vítimas de tentativa de golpe

Aplicativo está instalado em 99% dos smartphones do país e é alvo de interesse de criminosos em busca de dinheiro

Camila Azevedo
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O WhatsApp é o aplicativo de mensagem mais popular do Brasil, estando instalado em 99% dos smartphones. A fama da rede social atrai a atenção e o interesse de criminosos, fator que já soma 43% do total de usuários que relatam já ter sido vítimas de tentativa de estelionato, como mostra a pesquisa da Mobile Time e Opinion Box. O golpe geralmente consiste no pedido de dinheiro pelo bandido, que usa a foto de outra pessoa e tem acesso a sua agenda de contatos. Medidas de seguranças simples, como a confirmação da identidade, quando colocadas em prática no dia a dia, podem ajudar a população a se prevenir.

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O levantamento mostra que a incidência de golpes é maior entre pessoas das classes A e B, correspondendo a 47% das ocorrências contra 42% das classes C, D e E. Além disso, os índices alcançam mais homens, com 47%, do que mulheres, com 40%. Os usuários brasileiros mantêm uma fidelidade de 94% de acesso ao aplicativo, o usando todo dia ou quase todo dia.

Quem já sofreu com essa situação conta que a tentativa atingiu toda a família. A professora Cleice Maciel, de 40 anos, viveu momentos de tensão quando se passaram por ela para pedir dinheiro no WhatsApp. Durante uma aula ministrada, a educadora começou a receber ligações da mãe e do irmão e começou a ficar preocupada, achando que algo grave tinha acontecido. “Quando consegui falar com meu irmão, ele perguntou como eu estava porque tinha uma pessoa ligando de um número usando minha foto. Além de ligar, estava mandando mensagem insistindo, dizendo que era eu. A foto do wpp era minha e pediram pra minha mãe depositar um valor porque eu precisava pagar uma conta com urgencia”, relata.

O valor requerido era de R$6 mil reais, quantia que a mãe de Cleice não tinha no momento, o que a levou a recorrer ao irmão. No mesmo momento, a professora começou a alertar os amigos e familiares. “Postei nas minhas redes sociais para evitar que as pessoas caíssem no golpe. A sorte da minha mãe é que realmente ela ficou nervosa e não conseguiu fazer a transferência, ela ia fazer. Nós temos essa relação de uma pedir para pagar a conta da outra”.

Cleice não chegou a realizar um Boletim de Ocorrência, mas entrou em contato com a operadora para saber mais detalhes e foi informada de que estava tudo certo com a linha. A medida, então, foi mudar as senhas e colocar os aplicativos com uma segurança a mais.

A cirurgiã-dentista Gabrielly Cordeiro, de 24 anos, também entrou para a estatística no início de junho. Quem se passou por ela para pedir quantia de valor, abordou membros da família e amigos, que logo foram avisados da tentativa de golpe. “O golpista mandou mensagem pro meu pai pedindo pra ele salvar meu contato novo, porque o celular antigo tinha dado problema e tinha deixado na assistência, que qualquer coisa podia chamar por aquele número. Ele deu apenas o meu nome e meu pai perguntou se era eu mesmo, mas ele estranhou e me ligou no número que já tinha salvo. Neguei na hora e disse pra ele não passar nada. Meu pai, então, bloqueou o contato”, explicou.

Por ser um tipo de golpe comum e visto com bastante frequência, nenhum conhecido da Gabrielly chegou a transferir valores. “Ainda bem que ele conseguiu falar comigo. Logo depois, eu mandei mensagem para todo mundo que sou próxima avisando que tinha alguém se passando por mim, mandei nos grupos e fiz post no instagram” pontua. 

Para evitar que casos como o de Cleice e Gabrielly sejam uma realidade cada vez mais frequente, alguns métodos simples do cotidianos podem ajudar: os próprios aplicativos de mensagem possuem processos e etapas de segurança que dificultam o acesso de criminosos a informações pessoais. Senhas de redes sociais que fujam de padrões numéricos e datas de aniversário podem ser importantes aliados de prevenção, assim como o uso de e-mail de confirmação exclusivo. Outra prática importante pode ser restringir informações para amigos e familiares, ou, no caso do WhatsApp, apenas para contatos próximos. 

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Os app também dispõem de meios para facilitar a denúncia quando golpistas estiverem agindo: abrir chamada com a empresa em questão e informar o ocorrido pode ser útil para que o perfil seja neutralizado. É importante, ainda, sempre registrar um Boletim de Ocorrência para que as autoridades fiquem a par da situação, reunindo todas as provas possíveis do crime, como prints, número de telefone do criminoso e dados bancários.

A Lei 14.155/21 respalda os usuários contra o crime de fraude, estelionato, invasão de dispositivos para furtos, apagar ou alterar dados nos meios digitais, podendo resultar em prisão de quatro a oito anos. 

Serviço

A população de Belém pode procurar a Delegacia de Crimes Virtuais, localizada na rua Oliveira Belo, bairro do Umarizal, para denunciar golpes que ocorram pelas redes sociais.

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