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Máscara contra covid-19: desobrigação do item de segurança divide opiniões de belenenses

O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, relaxou o uso obrigatório de máscaras em alguns ambientes fechados, mas a medida não inclui o transporte público e alguns outros ambientes

Laís Santana

O fim da obrigatoriedade do uso de máscaras contra covid-19 em locais fechados na capital paraense foi anunciado por meio das redes sociais do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, na última segunda-feira (23). Apesar de estar baseada no monitoramento de incidência da doença efetuado pelo Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), a decisão está dividindo opiniões da população. 

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O decreto que oficializa a medida ainda não havia sido publicado até esta terça-feira (24), mesmo assim já foi possível ver muitas pessoas nas ruas sem o item de segurança. Na Feira do Ver-o-Peso, parte dos consumidores e feirantes optou por abolir o uso da máscara de proteção, enquanto outra parte mantinha a utilização do artigo.

A profissional autônoma Deusa Costa se considera "nem a favor e nem contra". Para ela, a responsabilidade quanto o uso de máscara deve ser de cada cidadão. "Como aqui, a gente está ao ar livre, eu já não gosto de usar porque me sinto sufocada, eu só tirei por uma questão pessoal, mas antes de vir pra cá eu estava em um local fechado aí eu tive que realmente usar. Eu já me sinto segura para andar sem máscara, já foi o tempo que todo mundo saia de máscara de casa e ficava com ela na rua", declara. 

Mesmo sem gostar de usar o item de segurança, a feirante Márcia Moraes, considera que ainda é importante usar máscara, mesmo que em locais abertos. "A gente que assiste muito jornal vê que aí pra fora voltou a doença, principalmente no Japão. Eu particularmente não gosto de usar, mas eu acho que é uma medida segura pra proteger a gente, por isso ainda é cedo. Agora que todo mundo pode viajar, aí vai pra fora e pode voltar com a doença, por isso deveria continuar."

O aposentado Tomé Santos é frequentador do Ver-o-Peso e observa que as pessoas deixaram de usar máscaras corretamente antes mesmo do anúncio do prefeito de Belém. Ainda assim, ele pretende seguir utilizando o item de segurança até o fim da pandemia. "Enquanto tiver gente morrendo eu vou usar máscara, quando zerar aí eu não vou usar mais. Por onde eu passo estou usando, não considero ainda seguro e livre da doença. Depende da consciência de cada um", afirma. 

Cenário epidemiológico 

A infectologista Helena Brígido avalia que atualmente há poucos casos de covid-19 diagnosticados refletindo dentro dos serviços de saúde a nível de unidade básica, serviços de urgência / emergência e internações, diante de aumento de aplicações de doses de vacinas com os respectivos reforços. Por isso, é possível afirmar que o momento de retirar as máscaras chegou. "Diante do cenário atual a probabilidade de uma pessoa adquirir covid é pequena pelo fato de o vírus não ter o alcance de transmissibilidade pela imunidade das pessoas de forma natural (pela própria doença em meses) e/ou adquirida (por vacina)", pontua. 

"É preciso monitorar os casos de infecções respiratórias, ainda que leves, e oientações à população para saber  o porquê, que em determinadas situações, tem que continuar com máscaras quem é idoso e/ou temr doenças de base (hipertensos, diabéticos, pessoas com neoplasias, Pessoas Vivendo com HIV, pessoas com doenças crônicas pulmonares etc), além de profissionais de saúde em atividade profissional", frisa a especialista. 

Brígido ainda ressalta a importância de manter a utilização de máscaras nos serviços de saúde, além de higienizar das mãos antes, durante e depois do atendimento profissional, pois são locais de pessoas doentes em que há circulação de vários vírus, bactérias, fungos e protozoários. "O profissional de saúde deve proteger a si e aos pacientes atendidos contra as doenças respiratórias", acrescenta. 

Belém
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