Dia Mundial da Osteoporose: fraturas que ocorrem na doença causam 30% das mortes na população idosa

Pessoas do sexo feminino que estão na fase de pós menopausa são as mais propensas para desenvolver o problema; prevenção começa por uma vida saudável

Camila Azevedo

A osteoporose é responsável por fraturas no nível do fêmur, na região do quadril, que elevam em 30% o índice de mortalidade entre a população idosa. A estimativa é feita por especialistas. Visando aumentar o conhecimento da sociedade e transformar o assunto em questão de prioridade para o setor da saúde, o Dia Mundial da Osteoporose, comemorado nesta quinta-feira (20), marca a necessidade de prevenção, diagnóstico e tratamento para combater a doença. 

O problema é caracterizado pela diminuição da densidade mineral do osso, o que gera maior probabilidade de fraturas causadas por traumas de baixa energia, ou seja, quedas banais podem ser suficientes para aumentar a situação. Existem parâmetros específicos para definir a osteoporose, mas a densitometria é o exame considerado padrão ouro pelos médicos. O procedimento avalia a quantidade de nutrientes que o paciente possui. Se o resultado for duas vezes e meio menor do que o esperado, o diagnóstico para a doença é positivo.

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A osteoporose é mais comum de aparecer em mulheres na fase pós menopausa. Jean Klay, médico ortopedista, explica que a doença é silenciosa e merece atenção. “Essa é a osteoporose sênil e a mais atualmente encontrada na população. É importantíssimo que elas passem a fazer o acompanhamento com o médico, que pode ser o ginecologista, ortopedista ou pode ser, ainda, o endocrinologista, geriatra, enfim... se considera como padrão você solicitar uma densitometria óssea anual para esses pacientes”, diz.

No homens, é mais raro, mas a recomendação é que as consultas regulares sejam feitas a partir dos 60 anos. Apesar disso, outros precedentes estão envolvidos. “Os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença, são: a falta de exposição ao sol, uma alimentação que seja pobre em cálcio e a falta de exercícios físicos. A principal é para o sexo feminino, mas tem famílias que tem uma tendência a ter uma osteoporose mais grave, então, existe sim predisposição hereditária como em qualquer outra doença”, destaca o especialista.

Prevenção começa por uma vida saudável, afirma ortopedista

Exercícios, alimentação rica em nutrientes e exposição ao sol são elementos que ajudam na prevenção. Jean ressalta que a atividade física deve ser voltada para melhorar a condição do osso. “Então, é preciso fazer exercícios que envolvam força, como a musculação. A exposição ao sol por pelo menos 15 minutos diários vai fazer a pró vitamina D se transformar em vitamina D e ela é extremamente importante para que o cálcio seja fixado no osso. Além disso, uma dieta equilibrada”, aponta. 

Os alimentos indicados para consumo variam e vão desde peixes, como salmão, atum e sardinha, até a gema do ovo, frutos do mar, cereais, queijo, leite e derivados.

Dicas de como deixar a casa mais segura para evitar quedas

→ É fundamental que a pessoa, quando sentada na cama, consiga apoiar os pés no chão, evitando a hipotensão postural (tonturas);
→ A mesa de cabeceira deve ser 10 cm mais alta que a cama e com bordas arredondadas. Fixá-las na parede ou no chão para evitar o desloque é importante;
Instalar interruptores de luz próximos à cama ou adotar o uso de abajur;
→ Escolher pisos antiderrapantes para áreas molhadas, como box e corredores;
→ Optar por tapetes antiderrapantes ou de borracha;
→ O corrimão das escadas deve ter 80 cm de altura média e os degraus devem ser marcados com fitas antiderrapantes.

 

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