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Crise de ansiedade: o que fazer diante do problema e como encontrar equilíbrio? Veja dicas

Somente no Brasil, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertam que cerca de 18,6 milhões de pessoas possuem a doença no Brasil; quadro ansioso pode ser amenizado com atitudes básicas

Gabriel Pires

Mais do que fatores emocionais, a ansiedade pode desencadear sintomas corporais como palpitações, inquietação e várias sensações desconfortáveis. Somente no Brasil, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertam que cerca de 18,6 milhões de pessoas possuem a doença. Esses números foram intensificados com a pandemia. Apesar de ser uma situação desconfortável, existem formas de lidar com o momento e amenizar os quadros ansiosos, conforme explicam profissionais da saúde mental.

A psicóloga Rafaela Guedes constata que a ansiedade é um conjunto de sentimentos e sensações que todas as pessoas experimentam frente ao desconhecido. De certo modo, pode até ser saudável e positiva quando atrelada a algo positivo, alegre e que era esperado. Por outro lado, a ansiedade se torna um problema quando começa a afetar relações sociais. “Ela pode se tornar um transtorno grave. Uma ansiedade generalizada, que é um sentimento constante, da hora de acordar até a hora de dormir”, ressaltou.

Flavia Schueler, médica psiquiatra e diretora da SIG Residência Terapêutica, explica que em muitos casos a própria pessoa que possui ansiedade não consegue identificar o problema de imediato. Principalmente aqueles que nunca passaram pela situação antes, segundo a médica. “A avaliação de um profissional é indispensável para o diagnóstico correto e indicação de tratamento de acordo. Os sintomas de uma crise de ansiedade mudam de pessoa para pessoa, assim como sua duração”, explicou.

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Ansiedade pode se agravar

Ainda conforme avalia a psiquiatra, na maioria dos casos, o “pico da crise” pode ter a duração de até 40 minutos com sintomas mais intensos. Em outros casos, os sintomas podem perdurar por dias, até que o paciente receba a medicação adequada. 

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O que pode causar a ansiedade?

Flavia explica ainda que o “contexto ansioso” é amplo. Por isso, há múltiplas ocorrências que podem causar o quadro. Um exemplo disso é o transtorno de pânico, que é caracterizado por um ataque intenso agudo de ansiedade, acompanhado por sentimentos de desgraça iminente.

De acordo com a médica, a motivação da ansiedade é variável: “As crises ansiosas podem ser desencadeadas por estresse intenso, dor crônica, privação de sono, situações de abusos emocionais e físicos, além de excesso de trabalho, como na síndrome de Burnout”, exemplificou.

A psiquiatra acrescenta que as crises de ansiedade podem vir a ser “portas” para outras dificuldades psicológicas. Por isso, o cuidado diante da situação é essencial. “Os transtornos de ansiedade antecedem a depressão maior em 65% dos casos. Outras comorbidades estão envolvidas em pacientes com transtorno de ansiedade, como: abuso de álcool e substâncias, agorafobia e muito mais”, disse.

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O que fazer em casos de ansiedade?

Identificar o problema

Para Rafaela Guedes, o primeiro passo diante de uma crise diante de uma crise de ansiedade é identificar o que está desencadeando as crises. “Que fator ou que situação podem trazer um prejuízo e se configuram como uma ameaça? O quadro de ansiedade se agrava e se intensifica porque o que está causando aquele conjunto de sentimentos ainda não tem nome. E aí a pessoa não pode desviar. Ela permanece constantemente no estado ansioso sem ter clareza do que é", detalhou.

Desenvolver estratégias para lidar:

Mudar o que pode ser mudado e desenvolver estratégias internas com aquelas situações que, por ora, não podem ser modificadas é uma das alternativas de se enfrentar os momentos difíceis, conforme pontua Rafaela.

Não tentar se diagnosticar pelo “Dr. Google”

A médica psiquiatra alerta sobre a problemática de pesquisar sintomas na internet com a finalidade de obter um “diagnóstico”. Segundo Flavia, atitudes como essas transformam em sugestões tudo o que há disponível online, fato que pode causar ainda mais ansiedade sobre o indivíduo. A busca por um profissional é o mais adequado. “Sempre pedimos que, se o paciente desejar procurar alguma informação na internet, busque a fonte do que está lendo, e valorize as informações que são divulgadas em artigos científicos”, destacou

Apoiar-se em pensamentos positivos

Durante a crise, é interessante praticar técnicas de reforço positivo como: “isso é somente uma crise, não estou infartando, basta respirar fundo, logo irá passar”. Segundo Flávia, pensamentos positivos em momentos estressantes são difíceis, mas não são impossíveis. “É preciso trabalhá-los para colocá-los em prática. Se houver alguma medicação de suporte, é importante que o indivíduo em crise utilize-se dela naquele momento”, completou a psiquiatra.

A prevenção é fundamental

Sobre as atividades que auxiliam na prevenção de uma crise ansiosa, a psiquiatra aponta a mudança de estilo de vida com o viés mais saudável, com a inserção de exercícios físicos, boa alimentação e um bom padrão de sono. “Além disso, a diminuição da ingestão de álcool, cafeína e outros estimulantes também traz benefícios para aqueles que lutam contra essa situação”, comentou. Dentre as medidas, a terapia também é essencial, pois “além de tratar sintomas de estresse que deflagram a crise de ansiedade, também tem papel crucial na psicoeducação", pontuou.

Conversar com pessoas de confiança

Outra medida para amenizar o problema é se abrir ao diálogo com pessoas de confiança, conforme cita Rafaela. Ela enfatiza que é essencial “poder dizer e receber um amparo” por parte daqueles que passam segurança.

Em caso de crianças, disponibilizar brinquedos

Já em situações de ansiedade em crianças, bichinhos de pelúcia e brinquedos podem suavizar os sintomas ansiosos. Rafaela diz que essa é uma das formas concretas de se lidar com a situação.

Sair da situação que está gerando o problema

Se deslocar do ambiente em que se está passando diante da ansiedade também pode ser uma das opções a se considerar. No carro, é aconselhado parar e descer do veículo. Já no trabalho, o ideal é dar uma pausa nas atividades e beber água ou ir até o banheiro, conforme exemplifica Rafaela.

Praticar a respiração e pensar em pessoas especiais

Além de praticar a respiração, nesses momentos, também é muito importante pensar em pessoas que transmitem tranquilidade, como familiares, que trazem boas sensações às memórias afetivas. “Para situações a gente tem que procurar segurança, amparo. E na maioria das vezes a gente encontra em pessoas da nossa confiança”, afirmou a psicóloga.

(Gabriel Pires, estagiário, sob a supervisão do coordenador do Núcleo de Atualidades, Victor Furtado)

Belém
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