Cobertura vacinal contra a poliomielite chega a 49,41% no Pará; meta é alcançar 95% do público-alvo

A imunização é a única forma de prevenir que a paralisia infantil volte ao cenário; doença está erradicada do país desde 1994

Camila Azevedo
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Atualmente, a cobertura vacinal do Pará está em 49,41%. O levantamento é da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A meta no estado, conforme orientação do Ministério da Saúde, é vacinar 563.678 crianças de 1 a 4 anos, ou seja, 95% da faixa etária. Em Belém, a situação também é preocupante: apenas 31,12% da população esperada compareceu aos pontos de vacinação. O número é da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma).

A campanha nacional foi prorrogada até o final de outubro. A vacina é a única forma de proteção contra a paralisia infantil, doença que pode ser transmitida por água, alimentos contaminados ou pessoas infectadas e que está considerada erradicada do Brasil desde 1994. Dentre as estratégias adotadas a nível local, a Sesma planeja uma nova ação de vacinação que contará com postos destinados exclusivamente para vacinação de poliomielite. Além disso, campanhas em escolas e busca ativa da população fazem parte do cronograma, visando o alcance da meta definida. 

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Adriano Furtado, diretor de vigilância à saúde da pasta, destaca que a sensibilização dos adultos é a prioridade, para que possam levar as crianças aos locais de imunização. “Intensificamos no período do Círio, além das Unidades Básicas de Saúde [UBS], colocamos as vacinas disponíveis nos terminais, Círio das Crianças… Mesmo assim, a procura é baixa. Temos que sensibilizar os adultos, o futuro está nas crianças e os pais têm que se conscientizar para as vacinar. Mesmo com o fim da campanha, as vacinas vão continuar disponíveis”, diz.

De acordo com Adriano, a baixa cobertura vacinal coloca o país e, em consequência, a cidade, em um delicado cenário de risco. “A importância da campanha é ter o máximo de pessoas num menor tempo possível vacinadas, então, a gente cria um bloqueio imunológico. O Brasil está em alto risco para desenvolver novos casos de pólio, a cobertura está bem baixa”, finaliza.

Movimentação não é a esperada

A equipe de reportagem de O Liberal visitou a Unidade Municipal de Saúde da Cremação (UMS), localizada na rua dos Pariquis. Mesmo com a boa quantidade de doses disponíveis, os servidores da área relataram a baixa procura e a preocupação com o cenário. “Antes da covid-19, tinha bastante movimento. Parece que quando o vírus apareceu, os pais ficaram com medo de vacinar seus filhos. Tanto que quando pegamos a carteira de vacinação, vemos bastante vacinas atrasadas, incluindo a de pólio”, comentou Vanessa Bentolila, técnica de enfermagem da UMS.

A unidade promove ações para alcançar as metas e tentar conscientizar a população. “Quando as crianças vêm para consulta pediátrica e vemos que a caderneta delas está desatualizada, a gente pede para ir para a sala de vacina”, finaliza Vanessa.

Belém
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