Chuvas em Belém: ruas do Guamá viram rios e moradores relatam prejuízos

Moradores elevam casas para conter água, mas dizem que transtornos continuam após chuvas intensas em Belém

Dilson Pimentel
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A forte chuva de domingo (19) em Belém também prejudicou os moradores do bairro do Guamá, um dos mais populosos da capital. Os estragos foram grandes nas passagens Adriano e Ezeriel Mônico de Matos. Segundo os moradores, as ruas viraram rios. E, na manhã desta segunda-feira (20), um trecho continuava alagado na passagem Ezeriel, um problema crônico agravado pelas fortes chuvas.

Para tentar amenizar a situação, os moradores erguem o nível das calçadas e do piso das casas, mas, ainda assim, os prejuízos são grandes, afirmaram eles. Por causa dos estragos anteriores, o mecânico Valdinei Pinheiro, 46 anos, levantou o nível da casa, há uns três meses. “Toda vez que chove aqui, enche e a água invade tudo”, disse ele, que reside na passagem Adriano local há 10 anos. “Virou um rio aqui todinho”, completou.

Morando na passagem Adriano há 40 anos, o vigilante Walmir Soares, 50, disse que, com a chuva de domingo, a “rua ficou muito horrível. Entrou água em praticamente tudo que foi casa aqui”. Segundo ele, as pessoas idosas e com deficiência tiveram dificuldade para sair de suas casas. “O poder público tem que fazer o saneamento. Quebrar o [saneamento] velho, que está embaixo [da rua], e levantar o novo. Isso aqui está tudo entupido. O saneamento mais recente aqui foi feito há mais de 20 anos, no tempo do [ex-prefeito] Duciomar [Costa]. O sofrimento da gente aqui é muito grande”, contou.

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image Morando na passagem Adriano há 40 anos, o vigilante Walmir Soares, 50, disse que, com a chuva de domingo, a “rua ficou muito horrível. Entrou água em praticamente tudo que foi casa aqui” (Foto: Thiago Gomes | O Liberal)

Perto de lá fica a passagem Ezeriel, na qual mora, há mais de 40 anos, a zeladora de cemitério Maria Nilza Souza Marcelino, 72. “Domingo encheu tudo aqui. A minha casa encheu da frente até o quintal”, contou ela, que mora ao lado de um trecho que sempre fica alagado, situação agravada na rua. “Isso aqui não seca. Não diminui. É o tempo todo assim, cheio. E, quando chove, fica pior ainda”, afirmou. Os moradores da rua disseram que essa parte alagada fica assim há muitos anos. Na manhã desta segunda-feira, condutores de motos e de veículos e pedestres passaram por esse trecho com muita dificuldade.

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