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Carne de frango: entenda os mitos e verdades sobre a carne mais consumida no Brasil

Nutricionista explica como a procedência da carne impacta na alimentação humana

Camila Guimarães

Carne de frango tem resíduo de hormônio? As rações influenciam na qualidade da carne? A forma como o frango é criado impacta no seu valor nutricional? Essas e outras questões são muito comuns em torno da proteína mais consumida no Brasil, depois do ovo, presente em 94% dos lares, segundo pesquisa do Centro de Assessoria e Pesquisa de Mercado (Ceap) encomendada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

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Preocupações como essas fazem parte do dia a dia das pessoas, ainda que o consumo de carne de frango seja frequente, como no caso do cozinheiro Sérgio Gomes, de 72 anos. Ele conta que, apesar de comprar, não confia no frango industrializado, por causa dos rumores sobre tratamento hormonal das aves: “A gente ouve que a quantidade de hormônio que é injetada num frango desse, para que ele alcance tamanho e peso de venda, deve prejudicar e muito a saúde da gente”, comenta.

Quem também já ouviu algo do tipo é a dona de casa Daniele Furtado, de 46 anos, entretanto, ela não tem certeza se confia ou não nesses rumores. Daniele conta que a sua família consome carne de frango quase todos os dias e a principal preocupação é outra: “Eu me preocupo mais com o preço. Eu não sei onde a gente confirma ou não essas informações sobre hormônio e procedência, então, na hora de comprar, eu olho mais para o preço mesmo”.

A dúvida sobre os resíduos de hormônio na carne de frango tem um fundo histórico, no começo do desenvolvimento das técnicas de avicultura, quando substâncias químicas chegaram a ser utilizadas para estimular o crescimento e a eficiência alimentar das aves. Entretanto, com a evolução dos estudos, outras técnicas deram lugar àquela prática.

No Brasil, desde 2004 o uso de hormônios é proibido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), conforme comenta a nutricionista Tuiane Cardoso: “O tratamento hormonal de frangos é um mito. Porém, a gente precisa sempre ter cuidado com frangos importados, checar se houve a devida fiscalização, para saber se ele está dentro dos critérios de tratamento e manipulação de outros produtos, conforme determina a Anvisa”, explica.

Tuiane destaca que uma das principais técnicas utilizadas, atualmente, na avicultura é o melhoramento genético, que consiste em um cuidado especial com o cruzamento das aves: “É feita uma seleção das características mais desejáveis e analisadas as raças que apresentam essas características, então, o cruzamento é feito para que as próximas gerações tenham a melhor genética”.

Além disso, o modo como o animal é criado e alimentado também faz diferença: “Quanto mais orgânica é a alimentação desse frango, maior é o valor nutricional. Atualmente, tem indústria que trabalha com rações de farinha de peixe, de milho, de soja, e outras que buscam matérias-primas alternativas. E é importante destacar que, muitas vezes, esses frangos são tratados com probióticos ou antibióticos para evitar qualquer tipo de contaminação. Assim como é preciso ter uma higienização e um tempo de preparo bom em casa, para não haver infecção”, enfatiza.

Belém
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