Há anos moradores sofrem com alagamentos em rua do bairro do Coqueiro em Ananindeua

População cansou de pedir melhorias para o local e até agora alega que não foi atendida

Diego Monteiro / Especial para o Ananindeua em Revista

Para muitos moradores de Ananindeua, dia de chuva significa transtornos. Na passagem Silva, localizada na avenida Governador Hélio da Mota Gueiros, no bairro do Coqueiro, as fortes chuvas, aliadas à falta de uma rede de esgoto, causam constantes alagamentos no local.

“Entra geração. Sai geração. O problema é o mesmo!”. Esse relato é da autônoma Mikaelly Silva que nasceu e foi criada na passagem. Ela lembra que, desde pequena, via os moradores se mobilizando para cobrar do poder público ações que pudessem melhorar a vida de quem precisa morar ali, mas nada foi feito.

Hoje, com 23 anos de idade, Mikaelly lamenta a situação. “Sempre foi assim… eu montei um salão na minha casa e percebo que a cada dia perco mais e mais clientes”, declarou. “Minha mãe sempre reclamou, hoje eu passo por isso. Será que minha filha terá que passar pelo mesmo?”, desabafou a moradora.

Para tentar amenizar os efeitos da chuva, os moradores montaram estratégias para barrar o avanço das águas. É comum encontrar, por exemplo, residências com barreiras construídas nas portas, elevação de calçadas e móveis, como sofá, geladeira, cama, entre outros, que ficam suspensos por tijolos.

A situação ainda é pior, já que a via não é asfaltada e possui mato por todos os lados. Para o metalúrgico Geraldo Júnior, outro temor são os buracos e a água parada,  já que essas condições são ideais para o aumento da incidência de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

“Tem dias que a quantidade de mosquitos incomoda, seja qual for a hora. Sabemos que esses insetos podem transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya, mas nos sentimos impotentes por não conseguir fazer nada. O que resta é proteger minha família e minha filha, que tem apenas dois anos”, declarou Geraldo.

A equipe do Ananindeua em Revista entrou em contato com a Prefeitura de Ananindeua, que informou que a Secretaria Municipal de Saneamento e Infraestrutura (Sesan) irá programar uma visita técnica no local. Após esta etapa, segundo a nota, será iniciado o processo de construção do projeto para depois buscar recursos para a execução dos serviços.

Auxílio emergencial garantido

O prefeito do município, Daniel Santos, criou um comitê de monitoramento formado pelas secretarias de Saneamento e Infraestrutura (Sesan) e de Cidadania, Assistência Social e Trabalho (Semcat), assim como a Defesa Civil Municipal.

O objetivo do comitê é  levantar e acompanhar famílias de baixa renda atingidas por alagamentos. “A Prefeitura continuará elaborando projetos e obras de infraestrutura, tais como, instalação ou qualificação de redes de esgoto e drenagem”, informou a prefeitura no último dia 10 de novembro.

Além disso, um Projeto de Lei (PL) para criar um auxílio emergencial de R$550 às famílias que tiveram prejuízos materiais por causa dos efeitos da chuva, foi enviado à Câmara Municipal nesta terça (7) e aprovado por unanimidade.

Diante de qualquer ocorrência envolvendo alagamentos e perdas de bens, o cidadão pode acionar a Defesa Civil por meio do número (91) 98596-8607.

Perigo dos alagamentos

Os alagamentos ajudam a transmitir doenças consideradas perigosas. As mais comuns são: leptospirose, hepatite A, febre tifóide e diarréias bacterianas. Existem ainda as que são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, que se prolifera em locais com água parada, como dengue, zika e chikungunya.

A leptospirose, conhecida como “doença do rato”, é transmitida pela urina dos roedores infectados que se espalham pelas águas. A principal porta de entrada são feridas, mas uma pele intacta pode ser invadida pela bactéria da doença e levar à morte.

No caso da hepatite A e da diarréia bacteriana, a contaminação se dá pela ingestão de água ou alimentos que tiveram contato com a água contaminada. Em geral, as duas doenças tendem a sumir em dois ou três dias, mas às vezes a infecção se arrasta por mais tempo e exige antibióticos. 

Por fim, a dengue, zika e chikungunya são adquiridas através da picada do mosquito Aedes aegypti. Os sintomas podem ser parecidos, mas o tratamento é diferente para cada doença, então caso seja observado febre alta, diarréia e dor no corpo, uma unidade de saúde deverá ser procurada.

 

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