Vítima de doença de Chagas teve outros diagnósticos antes de morrer, diz família

Homem de 26 anos morreu em Ananindeua e caso segue sob investigação da Secretaria Municipal de Saúde

Hannah Franco
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A família do homem de 26 anos que morreu com diagnóstico de doença de Chagas em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, afirmou que, antes da confirmação da doença, houve suspeitas de outros problemas de saúde, como pneumonia e tuberculose. O caso segue sob investigação da Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), e levou à interdição preventiva de pontos de venda de açaí no município.

Na certidão de óbito, consta o diagnóstico de doença de Chagas. Segundo familiares, a vítima, identificada como Ronald Maia da Silva, apresentou os primeiros sintomas no início de dezembro de 2025 e buscou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ananindeua, além de dois prontos-socorros em Belém.

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De acordo com os relatos, durante mais de 20 dias o diagnóstico não foi concluído. Nesse período, ele recebeu medicação, mas sempre retornava para casa após os atendimentos.

No dia 27 de dezembro, Ronald Maia da Silva foi internado no Pronto-Socorro da Augusto Montenegro, onde permaneceu por sete dias. Ele morreu no dia 31 de dezembro.

Em entrevista à TV Liberal, a esposa da vítima, Dayse Cardoso, afirmou que outros diagnósticos chegaram a ser considerados antes da confirmação da doença de Chagas.

“Suspeitaram de pneumonia, suspeitaram de tuberculose, mas não fecharam um diagnóstico concreto. Os dias foram se seguindo e ele só piorando, até que chegou o dia 31 de dezembro, quando ele foi transferido para uma sala vermelha, que foi de onde ele não saiu mais”, relatou.

“Se ele tivesse sido diagnosticado mais cedo, ele estaria vivo”, afirmou.

O caso está sob investigação da Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua. Como medida preventiva de saúde pública, pontos de venda de açaí foram interditados no município enquanto as apurações seguem em andamento.

Sobre a doença de Chagas

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), a doença de Chagas é transmitida pelo barbeiro infectado, que, ao picar uma pessoa, deposita fezes contaminadas no local da picada, permitindo a entrada do parasito Trypanosoma cruzi na corrente sanguínea, caracterizando a transmissão vetorial.

A doença também pode ser transmitida por via oral, por meio do consumo de alimentos contaminados pelas fezes do parasito, em situações relacionadas à falta de controle de higiene e de cuidados no processamento dos alimentos.

Na fase aguda da doença, os principais sintomas são dor de cabeça, febre, cansaço, inchaço no rosto e nos membros inferiores, taquicardia, palpitação, dor no peito e falta de ar.

Como os sintomas iniciais podem ser semelhantes aos de outras doenças, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para atendimento médico e realização de exames. O diagnóstico precoce é fundamental, pois quanto mais tardio o início do tratamento, maiores podem ser os danos causados pelo Trypanosoma cruzi, especialmente no coração e no sistema digestivo.

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