Caso de doença de Chagas em Ananindeua segue sob investigação da Sesau
Prefeitura aguarda complementação de informações e mantém interdição preventiva de pontos de venda de açaí
A Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), informou nesta terça-feira (6) que aguarda a complementação das informações para o fechamento epidemiológico do caso de doença de Chagas que resultou na morte de um homem de 26 anos no município, na Região Metropolitana de Belém.
Em nota, a Sesau confirmou que recebeu a notificação do óbito ocorrido em um estabelecimento de saúde localizado fora de Ananindeua. Segundo a secretaria, a Vigilância em Saúde já iniciou a investigação local, conforme os protocolos vigentes, e o município segue acompanhando a situação.
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“Destacamos ainda que a Sesau segue acompanhando a situação e prestando todo o apoio necessário nas tratativas junto aos órgãos competentes”, informou a secretaria municipal.
O caso está sob investigação e levou à interdição preventiva de pontos de venda de açaí no município, como medida de proteção à saúde pública.
Sespa acompanha a situação
A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) informou que a Coordenação de Combate à Doença de Chagas também teve conhecimento da informação sobre um possível caso da doença em Ananindeua. No entanto, segundo a secretaria estadual, até o momento não há registro oficial do caso no sistema de informações em saúde, procedimento que deve ser realizado pelo município.
"A Sespa informa que a Coordenação de Combate à Doença de Chagas teve conhecimento da informação sobre um possível caso da doença no município de Ananindeua. No entanto, até o momento, não há registro oficial no sistema de informações em saúde, procedimento necessário que deve ser feito pelo município. A Sespa atua de forma intensiva no monitoramento da situação, realizando reuniões frequentes com a Secretaria Municipal de Saúde e oferecendo suporte técnico para a execução das ações de vigilância, que são de responsabilidade do município", diz a nota.
De acordo com a Sespa, a doença de Chagas é transmitida pelo barbeiro infectado, que, ao picar uma pessoa, deposita fezes contaminadas no local da picada, permitindo a entrada do parasito Trypanosoma cruzi na corrente sanguínea. A doença também pode ser transmitida por via oral, por meio do consumo de alimentos contaminados pelas fezes do parasito, em situações relacionadas à falta de controle de higiene e de cuidados no processamento dos alimentos.
Estabelecimentos interditados
A Prefeitura de Ananindeua informou que interditou pontos de venda de açaí na última segunda-feira (5), após a suspeita de doença de Chagas. De acordo com a Sesau, equipes da Vigilância Sanitária estiveram nos estabelecimentos, onde realizaram análises técnicas e seguem acompanhando os casos, prestando assistência.
Segundo a secretaria, os locais sob investigação foram interditados de forma preventiva até a conclusão das análises e dos procedimentos técnicos. A Vigilância Sanitária também realiza vistorias periódicas em todos os pontos de comercialização de açaí no município, com o objetivo de garantir a qualidade dos produtos e a segurança da população.
A prefeitura não informou quantos estabelecimentos foram interditados nem a localização dos pontos. A Redação Integrada de O Liberal segue acompanhando o caso.
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