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SENTENÇA

Pintor automotivo é condenado a 12 anos de prisão por homicídio em Belém

O crime teria sido motivado pelo fato da vítima se incomodar com a fumaça do cigarro do réu

O Liberal

19 de fevereiro de 2024 às 19:36

A pena imposta ao condenado foi fixada em 12 anos de reclusão em regime inicial fechado, podendo caso queira, recorrer da sentença em liberdade, por responder ao processo em liberdade, ter residência fixa e ainda ser réu primário.

A pena imposta ao condenado foi fixada em 12 anos de reclusão em regime inicial fechado, podendo caso queira, recorrer da sentença em liberdade, por responder ao processo em liberdade, ter residência fixa e ainda ser réu primário. ( Foto: Reprodução )

O pintor automotivo André da Silva Miranda, 34, foi condenado a 12 anos de prisão nesta segunda-feira (19) pelo crime de homicídio doloso contra Edson Santana da Silva Pantoja, 28. O crime teria sido motivado pelo fato da vítima ter se incomodado com a fumaça do cigarro que o réu fumava. O julgamento foi presidido pelo juiz Cláudio Hernandes Silva Lima, titular da 4ª Vara de Belém.

A pena imposta ao réu foi fixada em 12 anos de reclusão em regime inicial fechado, podendo, caso queira, recorrer da sentença e pedir o cumprimento em liberdade por já responder criminalmente ao processo mesmo antes do julgamento, ter residência fixa e ainda ser réu primário.

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O defensor público Alex Mota Noronha sustentou, em defesa do réu, a tese de cometimento de homicídio simples, com base nas imagens de câmeras ​de segurança que mostram a vítima conduzindo uma motocicleta, após desentendimento com o réu. Edson tentou correr, mas, foi alcançado e esfaqueado nas costas pelo acusado. O vídeo mostra que, além do réu, outras duas pessoas também perseguiram Edson.

O promotor do júri, Nadilson Portilho Gomes, sustentou a acusação em desfavor do réu, atribuindo a ele a autoria de homicídio doloso, após discussão com a vítima, que estava alcoolizada e com capacidade de defesa comprometida. O promotor argumentou, com base no laudo pericial, que a vítima ainda tentou fugir do agressor mesmo após ter sido golpeada e chegou a invadir uma casa, onde caiu morto.

Consta na acusação que o crime ocorreu por volta das 7h de 15 de janeiro de 2017, na passagem Rodrigues, bairro da Terra Firme, no local conhecido como "beco da morte", em Belém, quando o réu e os comparsas - Marcos da Silva, André da Silva Miranda e Max da Rocha Oliveira - mataram Edson depois de espancá-lo, golpeá-lo com uma faca e roubar sua motocicleta.

No interrogatório, o réu alegou que a briga entre ambos aconteceu porque a vítima teria proibido André de fumar cigarros de maconha naquele local, já que a fumaça o incomodava.