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Moradores de comunidade quilombola denunciam presença de onça preta na Grande Belém

Os residentes dizem que os avistamentos começaram em dezembro do ano passado e, desde então, vivem com medo de algo pior acontecer

O Liberal
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Moradores do Quilombo do Abacatal, localizado na fronteira entre Ananindeua e Marituba, na Grande Belém, denunciaram à redação integrada de O Liberal, nesta segunda-feira (23), que uma onça preta estaria sendo vista na região desde dezembro do ano passado. O último avistamento do animal foi na semana passada, na sexta-feira (20), quando dois primos, de 13 e 5 anos de idade, trafegavam pela estrada do Abacatal e o felino pulou na frente deles. Ninguém se feriu, mas o pânico se instaurou entre os cerca de 535 moradores, que vivem atualmente no local. 

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Pedro Vaz Ferreira, de 67 anos de idade, teve o rosto parcialmente desfigurado pelo felino

Vivia da Conceição Cardoso, 41 anos, conhecida socialmente como Makíní, é nascida e criada na comunidade, onde vive com o companheiro e uma filha de 15 anos. Ela diz ser a primeira vez ter conhecimento de casos de avistamento de onça no Abacatal.

A moradora relata que a forma que as pessoas têm de viver na região é pela venda de alimentos rurais. Entretanto, o meio de sobrevivência está sob perigo há quase dois meses, por conta da presença da onça na comunidade, além da ameaça de possíveis tragédias envolvendo os moradores do Abacatal. 

“Nasci e fui criada no Abacatal. Nunca vi as pessoas comentando sobre onças na região até o mês de dezembro, quando os relatos começaram. Eu e os demais moradores somos todos produtores rurais. Agora, o nosso trabalho ficou prejudicado pela onça. Estamos com muito medo de acontecer algo com alguma pessoa da comunidade. Tenho uma filha de 15 anos e oriento ela para não sair de casa sem que eu vá. Vivemos acoados dentro do próprio território”, alegou Vivia. 

Orientação é não se aproximar nem tentar matar o animal 

O Batalhão de Polícia Militar, da PM, disse que no último sábado (21) uma equipe foi enviada até o Abacatal pela manhã. Os militares não conseguiram localizar o animal, porém repassaram orientações técnicas aos moradores de não se aproximarem da onça assim que virem ela ou tentarem matá-la. 

O que dizem as prefeituras de Ananindeua e Marituba?

A reportagem solicitou um posicionamento para as prefeituras de Ananindeua e Marituba, assim como o Instituto Brasileiro do Meio ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Grupo Liberal aguarda retorno

Polícia
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