Guarda Municipal encontra crianças abandonadas e trancadas em casa em Parauapebas
Elas estavam chorando e pedindo água e comida, segundo informações dos agentes
Três crianças e um adolescente, com idades entre 3 e 13 anos, foram encontradas trancadas dentro de uma residência na noite deste sábado (31), no bairro Vila Rica, em Parauapebas, sudeste do Pará. Elas estavam em situação de extrema vulnerabilidade, chorando e pedindo água e comida, segundo informações da Guarda Municipal.
A ocorrência foi atendida por uma guarnição da Guarda Municipal após acionamento do Centro de Controle Operacional (CCO), com base em denúncia feita pelo Conselho Tutelar. Ao chegar ao endereço, os agentes constataram que o imóvel estava fechado pelo lado externo, preso com corrente e cadeado, informou a publicação Parauapebas Muita Treta.
Os guardas conseguiram contato com as crianças por meio de uma janela e confirmaram que elas estavam sozinhas no interior da casa, sem a presença de um responsável. Diante da situação, foi caracterizado o abandono e a possível privação de liberdade dos menores. Durante o atendimento da ocorrência, vizinhas acionaram a mãe das crianças, que compareceu posteriormente ao local apresentando sinais visíveis de embriaguez.
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Ainda segundo o Conselho Tutelar, a situação envolvendo a genitora é reincidente, havendo registros anteriores por abandono de incapaz. Além das quatro crianças encontradas na residência, os conselheiros também identificaram a situação de bebê de 1 ano de idade, que estava com o pai e a atual companheira dele. O caso envolvia um conflito familiar, no qual o homem teria agredido a mulher. A criança apresentava indícios de lesão, que, conforme relato da mãe, teriam sido causados pela companheira do ex-marido.
O Conselho Tutelar realizou o acolhimento imediato das crianças e do adolescente, encaminhando-os ao serviço de acolhimento institucional “Esperança Crescer e Brilhar” . Todos os envolvidos foram conduzidos à unidade policial para os procedimentos legais cabíveis. Em nota, a Polícia Civil informa que o caso é investigado sob sigilo pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA) de Parauapebas.
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