Acusado já tinha feito outra vítima esta manhã, antes do assalto com refém no Jurunas

Ao ver acusado na TV, mulher correu à polícia para denunciar outro assalto, no Umarizal, às 6h30

Tainá Cavancante

Aristóteles Carneiro de Sousa, o assaltante que fez uma agente do Centro Integrado de Operações (CIOP) refém esta manhã, já tinha praticado pelo menos outro assalto ainda esta manhã. Uma das vítimas, assaltada às 6h30, no bairro do Umarizal, reconheceu o acusado esta manhã pela TV - logo após o outro assalto, desta vez com refém, ganhar a grande mídia às 8h da manhã. Foi quando a mulher correu à polícia para relatar o caso.

Fotos: Igor Mota (O Liberal)   

"Eu estava andando pela Soares Carneiro e pegando a 14 de Março. Eu ia, e ele vinha de moto. Aí ele dobrou. Eu o vi de relance, mas, quando corri, ele já estava muito em cima de mim", contou a vítima à polícia. Ela não quis ser identificada. 

"E ele saiu me jogando. Eu estava com uma mochila, e ele saiu puxando minha mochila, tirou meus aneis, minha aliança, fez eu jurar para ele que eu não tinha telefone. Ele estava armado com um 38. Ele dizia: 'Tu tens telefone? Tu juras que não tem telefone? Se eu achar o telefone vou te dar um tiro'", contou a vítima à polícia. "Ele passou a mão em mim, nos meus seios, nas minhas partes, procurando o telefone".

Segundo a vítima, após o assalto, ela avisou o marido do ocorrido. "Depois de um tempo, ele estava assistindo TV quando viu o assalto com refém. Na mesma hora ele fez uma vídeo-chamada comigo, perguntando se era a mesma pessoa que tinha me assaltado. Eu o reconheci e decidi vir na delegacia recuperar minhas coisas. Eu não tenho nenhuma dúvida de que é ele. Foi ele mesmo que me assaltou" relata.

Ela ainda diz que acredita que não foi a única vítima antes do assalto com refém. "Ele estava sozinho na moto, pilotando e cometendo assaltos, e eu vi que ele já tinha outras mochilas com ele, além da minha. Então acho que ele já tinha assaltado outras pessoas" disse.

O caso está sendo apurado pela polícia.

Aristóteles, no momento em que se entregou à polícia: passagens anteriores por tráfico e roubo (Igor Mota)
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