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VÍDEO: Pará está há 13 dias sem novos casos suspeitos de urina preta

Última notificação foi no dia 28 de outubro, em Santarém. Desde então, a crise de saúde que afetou o setor pesqueiro parece ter estagnado

O Liberal

Os casos suspeitos da doença de Haff no Pará somam 25 pessoas atendidas até o momento. Esse dado é da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), que afirma a inexistência de notificações há 13 dias. O município de Santarém registrou o último caso e é a cidade que lidera o número de investigações. A doença ganhou destaque no estado no início do mês de setembro quando um homem morreu em Santarém, como um caso suspeito.

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Por ter tido o impacto na quantidade de pessoas apresentando os sintomas da doença conhecida como 'Urina Preta', Santarém enfrentou uma grave crise no comércio pesqueiro, devido ao receio da população de comprar o peixe e contrair a enfermidade.

Na Feira do Pescado, localizada na Avenida Tapajós, em Santarém, houve uma queda de 90% de vendas no mês de setembro. Há cerca de duas semanas os pescadores começaram a ficar esperançosos com a volta dos consumidores. No entanto, ainda existe receio da população em comprar algumas espécies.

O vendedor Erasmo Rêgo dos Santos contou que antes o carro chefe das vendas era tambaqui, mas teve que passar a oferecer outras espécies para não perder a venda.

“Nós vendíamos mais o tambaqui, aí como entrou em defeso, tive que diminuir a quantidade, estamos vendendo mais ou menos o pirarucu, Curimatá que são as espécies melhores de vender. O pessoal ainda está tímido em comprar o tambaqui e o pacu. Hoje, eu vendi uns 70 quilos. Antes das suspeitas dessa doença eu vendia 80 quilos, então está bom”, comemorou.

O consumidor, Sandrinei Almeida, conta que havia parado de consumir o peixe por receio de contrair a Haff, mas afirma que começou a sentir confiança em retornar o consumo normal.

“A gente deu uma reduzida no consumo, devido ao que surgiu, em termo do consumo do peixe, fiquei com receio, mas graças a Deus não existiu mais nenhum boato, nem caso confirmado. O peixe é uma tradição, voltamos a consumir novamente”, disse.

Em Belém, pescadores relatam que a população está deixando de lado o temor de consumir pescados e as vendas tiveram uma tímida recuperação.

Cleiton Costa trabalha há 22 anos no mercado de peixe do Ver-o-Peso e afirma que nem no início da pandemia de covid-19 as vendas tiveram tanta queda e que tenta conscientizar os clientes sobre o consumo. "Pelo menos 70% das vendas caíram. Eu já vi aqui perderem mercadoria, isso só não acontece comigo pois trabalho com filé, quando não vende eu armazeno direito e congelo, tenho muitos clientes de restaurantes. Mas aqui dentro do mercado, as vendas caíram, a movimentação tá fraca", explica o comerciante

O cozinheiro Maurício Santos, 19 anos, sentiu as vendas diminuírem. Como trabalhar com marmitas e salgados, a procura tem sido maior em outros pratos, em detrimento dos pescados." Eu leio bastante sobre a questão da urina preta, sou cozinheiro. As vendas foram impactadas. As pessoas estão voltando a comprar agora... Quando vínhamos comprar peixe no mercado, eram poucas pessoas que estavam comprando. E eu vendo marmitas. Muita gente deixou de comprar as marmitas de peixes. Deixaram de comprar empada de camarão. E agora que as pessoas estão se sentindo seguras para voltar a comer e comprar", comemorou.

Casos investigados

Ao todo, existem 13 casos suspeitos em Santarém. No mês de outubro houve a notificação de 3 novos casos suspeitos. Trata-se de duas mulheres e um homem, segundo a assessoria do Hospital Municipal de Santarém Dr. Alberto Tolentino Sotelo. Os pacientes relataram ter feito consumo das espécies de pacú, aracú e tambaqui. Todos passaram por atendimento clínico e receberam alta médica após 24 horas.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) informou, por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), que existe investigação nas seguintes cidades: Belém (02), Santarém (13), Juruti (03), Almeirim (02), Afuá (02), Breves (02) e trairão (01).

"No entanto, a Sespa salienta que o tratamento do paciente não depende do resultado desse exame, tampouco as ações que devem ser adotadas pelos municípios de notificação e monitoramento, bem como ações de vigilância", informou, em nota.

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"Os exames sanguíneos e de urina dos casos suspeitos foram encaminhados, por meio do Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), para laboratório de referência fora do Estado, por isso o resultado não depende da Sespa e até o momento não há previsão. No entanto, a Sespa salienta que o tratamento do paciente não depende do resultado desse exame tampouco as ações que devem ser adotadas pelos municípios de notificação e monitoramento, bem como ações de vigilância”, informa a Sespa, por nota.

Saiba mais sobre a doença (Alynne Cid / O Liberal)
Pará
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